segunda-feira, novembro 05, 2007
Para ti...
“…Todas as coisas vão, todas as coisas vão…
Para nos recrear…
Todas as coisas crescem, todas as coisas crescem…
Nós tivemos nossas ilusões
Todas as coisas sabem, todas as coisas sabem…
Você tem que descobrir…”
http://www.youtube.com/watch?v=7j0SP6WNvQs&eurl
Se te quiser encontrei já sei, digo que voaste =)
Parabéns!
domingo, novembro 04, 2007
Um bom Chocolate quente

O telemóvel toca... quebra a conversa entre o pensamento, a estupidez e o tempo. Um nome conhecido que me sugere uma visita surpresa para uma curta e agradável conversa, seria impossível não o ser. Chegou devagar, entrou e sentamo-nos ao som da conversa simples que desenrolou com a cumplicidade que os anos têm ajudado a manter e a crescer. Risos e gracinhas, seriedade e alguma vergonha tocam em alguns assuntos, mas nada que a amizade não ultrapasse depressa. Passou o tempo a voar...hora de partida e hora de saída! Esperava-me um final de noite mais descansado e descontraído!
Um telefonema que aquece, rápido mas que tranquilizou, tornou o caminho até ao carro muito mais leve!
Uma visita rápida, uma espera desnecessária, pegar numa amiga com nome de cor e rumar em frente...mais dois nos esperam! Sentamo-nos numa mesa de café! A conversa fluiu nas cerca de 3h que passámos juntos. Como se diz, nao importa onde se está mas com quem se está, isso faz toda a diferença e dá a importância ao momento. Rir, saltar duma mesa para outro café tudo por causa do chocolate quente :)
Troca-se de mesa à procura do quente! Conversa flui, riso corrente, ... salta-se da cadeira para o frio na busca da porta aberta e ... nada! Cada um à sua vida!
Esperava-me deixar a minha cor em casa. Carro parado e foram 2h de conversa sobre futuros, sobre medos, desesperos e dificuldades que a vida nos mete à porta...curso, nova vida, procurar caminhos, alternativas, as expectativas... foi mesmo boa, por muito preocupante que seja e por muito que me veja assim daqui a uns tempos. Felizmente dá para crescer, para pensar, para entender e dar a mão enquanto não sou eu na mesma situação! Uma conversa que me soube MESMO bem!
Final de noite mesmo agradável! Como não me lembrava de ter à uns tempos: chegar a casa cansada mas bem tranquila e cair na cama sem sentir dificuldade a adormecer e deixar, simplesmente, que o sono me aqueça e me envolva até à manhã seguinte...
"uma noite para partilhar"
:)
Obrigada!
Faltou mais gente mas... a noite não deixou de ser óptima!
sábado, novembro 03, 2007
Quando não se sabe não se fala...dizem!
Uma tarde em que se puxam assuntos e se divaga por ideias completamente opostos e me tentam puxar para o lado "negro" daquilo que tenho segurado e tenho evitado deixar levar! Quem gosta de ouvir alguém dar a sua opinião quando, em vez de ajudar, só tenta dificultar e comparam coisas que não têm comparações, falam do e de quem não sabem nem conhecem!? E depois ainda conseguem deixar alguma inquietação...por muito estupida que seja tê-la...
Diria alguém "tirem-me deste filme"!! Quero desistir de ser uma das personagens principais ou mudar o guião de outras que intervêm na história... bah!!!
Bora trabalhar que ocupa a estupidez deixada...espero!
quinta-feira, novembro 01, 2007
Encontrei...
Que fazes amanhã? Quero casar contigo!
Post inteiramente dedicado ao “meu futuro marido”:
Porque quem me pede em casamento também merece (parecendo que não) qualquer tipo de recompensa ( eu sei que há melhores recompensas do que um texto escrito, ainda por cima num blog, mas uma qualidade que sempre apreciei em ti foi contentares-te com a simplicidade e a outra foi o saberes esperar (especialmente nesta fase da tua vida!=)):
Não gosto muito de ser dada a lamechices ou a clichés mas por muito que os queira contrariar, todas as raparigas ( ou serei só eu??? É que se assim for a notícia ainda é mais chocante do que a inexistência do pai-natal!), num momento da sua vida ( especialmente quando somos ainda meninas) imaginamos como será o nosso casamento ( mais tarde é que nos consciencializamos que isso poderá não vir a acontecer =)).
Cheguei mesmo a desenhar, quando tinha 8 anos, o vestido que gostava de levar quando juntasse os trapinhos( ainda ponderei bastante em fornecer esta informação mas achei que mereciam saber dos meus dotes de estilista, porque na verdade é só esse o único factor relevante da frase!)
O que é certo é que a par de tudo isto é importante idealizarmos o pedido de casamento...
Aquele pedido perfeito que acaba connosco de coração apertadinho e, se eu fosse dessas ( mas não sou!) de lágrima ao canto do olho, a implorar para não nos fazerem sentir assim tão especiais quando na realidade até não somos ( e aqui tens uma oportunidade única para colocares nos comentários: És especial sim! E me pores a chorar (quer dizer, se eu fosse dessas, mas como não sou...).
Hoje em dia, posso até ter perdido a esperança no casamento, mas ninguém me tira a lembrança do meu primeiro pedido de casamento ( para os mais distraídos devo relembrar que ainda não foi o pedido perfeito( ainda estás a tempo de o reformular!) mas ainda assim foi um pedido e isso já vale por si ( talvez por isso ainda hoje falemos dele. Ou é porque tenho medo de não receber outro? agora baralhei-me. E já agora, apesar de ainda hoje falarmos do “nosso” casamento, não me lembro exactamente das circunstâncias ou de onde foi feito. Por falar nisso lembras-te?).
Eu sei que ligar a esses pormenores é coisa de mulheres mas... ( no ínicio alertei logo para o facto de não gostar de clichés...)

O que é giro é que ao contrário do que o cliché também diz não estou nervosa nem com medo, como é típico das noivas...
Podia dizer que é porque me vou casar contigo ( porque de vez em vez também gosto de te relembrar porque me chamas fofinha ( não podia haver nome mais piroso para escolher( ao ínico também disse que não era muito dada a lamechices) mas vá-se lá saber são essas as coisas típicas dos amantes, se é para fazer a gente faz olha...)
Mas é mesmo porque o casamento não é real =) ( ás vezes também sabe bem rebelar-me (podem interpretar esta palavra como vinda de rebelde ou de revelação, é à escolha) e ser Rebecca =))
Já não sei onde o ouvi mas o que é certo é que ouvi dizer que é aborrecido aquele começo típico das relações em que se obriga a contar os currículos afectivos. Mas em matéria de passados é bem melhor o outro levar-nos a passear onde brincava em pequeno É apenas uma questão de escolher ser um inspector da PJ ou um cúmplice no crime.
Para mim qualquer tipo de relação só ganha quando os intervenientes são cumplices do crime.
Quero apenas agradecer teres-me escolhido para ser cumplice deste crime ( vá-se lá saber as outras todas a quem também já pediste em casamento mas por ora vamo-nos esquecer disso ok?). É que na brincadeira já temos uma boa maquia de convidados para a boda (o que vale é que não especificamos local e, eu teimo em nunca me lembrar da data apesar de ter o mês ciente!
Em matéria de casamento posso já não idealizar muito mas é mesmo bom sentir aquele conforto de cumplicidades que não fluiram naturalmente mas que foram escolhidas, escolhidas com quem se quis tê-las e mais importante que tudo, foram escolhidas serem mantidas...
E brincando brincando no próximo mês, já não te escapas, vais deixar de ser meu noivo para passar a ser o meu “eterno marido” ou melhor ainda (o meu primeiro marido).Assim é melhor!
È que disso já não te divorcias =)
E isto é mesmo caso para dizer a letras gordas: Ui medo!!!!

quarta-feira, outubro 31, 2007
uma história
Encontram-se pessoas escondidas por detrás de um sorriso forçado mas sem perder a beleza do sorrir! É de cortar a respiração as histórias que se podem ler numa simples noite, num simples olhar, num simples sorriso ou, na pergunta mais inocente e simples de "Como estás?" ou "Estás bem?" que alguém pergunta por "etiqueta". Podem responder-se de tantas maneiras e expressar-se ... isso sim, a expressão da resposta diz mais que qualquer palavra que se possa pronunciar.
A história que hoje queria contar não se conta, não se lê, não se escreve, não se vê... não assim, só assim! É preciso conseguir chegar ao livro, abrir bem devagar e ter paciência, ter tempo, sentir-se ... é preciso tudo isso porque essa história fala de sentimentos, fala de saber ser paciente, saber dar e não pedir nada em troca... e isso... custa! Pelo menos é o que a história diz!
Estar sem saber como
Dos pesadelos que assombram os meus pensamentos quando nem tudo parece certo e quando tudo parece guardar segredos...
as ruas, os gestos, ... o meu próprio estar!
não sei até quando!! mas gostava saber!
Tempos com tempos II
Só quando se rebenta é que se diz "eu estou assim..." senão passa-se o tempo a dizer "estou bem" dentro a visão que podemos fazer de nós para os outros!
Às vezes não sei se a decisão foi a acertada mas foi, pelo menos, a que mais sentido tinha no momento em que a senti tomada! Decisões...bichinhos que dão cabo da minha cabeça!! São tempos com tempos diferentes, com momentos de riso e palavras a fluir, outros de boca fechada e pensamento bem longe... tão longe que às vezes se perde... num caminho em que se procuram as soluções/respostas mais absurdas só para se tentar solucionar e seguir o dia... coisa pouco provavel, situações ...
Falta de tempo é um conceito difícil de entender de pessoa para pessoa. Mas tento que o pouco tempo que possa ter seja entregue aquilo e aqueles que são realmente importantes. O tempo não me fez esquecer amigos.
Tento dar de coração o tempo que tenho aos que quero e não conto perder isso nunca... nem que a falta de tempo... um dia, se possa tornar em falta de atenção ... e essa sim... magoa!!
segunda-feira, outubro 29, 2007
Put a smile
Mas faço-as!
Eu sei que há impulsos que se devem controlar!
Mas não consigo!
Eu sei que às vezes há controlos desnecessários!
Mas prendo-me demasiado!
Eu sei das coisas!
Mas ás vezes finjo não saber!
Sei das coisas simples mas sei-me complicada!
Sei como não queria ser mas ainda assim sou assim!
Assim!
Acalmo-me para me exaltar a seguir!
Li há pouco, solta e descontextualizada esta frase que me escreveram: “Put a smile”!
Put a smile sweet Mariah! Foi isso que vieste cá fazer! (foi o que me disseram!)
Ser doce mas imponente. Ser doce mas segura!
Put a smile e aprende a ser mais firme, aprende a ser mais perspicaz…
Put a smile… aprende a envolver-te…
Put a smile mas…aprende a não te envolver demasiado!
Put a smile!
Aprende a dar mais! (e o que é isso?)
Aprende a receber… sobretudo aprende a receber…
Já ouviste falar em entrega Sweet Mariah?
Ouço-me… Devagar…
quinta-feira, outubro 25, 2007
Há viagens que nos derrubam…Hoje fiz uma viagem e enquanto íamos os dois trocando olhares e impressões revi-me…
Lembrei-me daquilo que queria, achava e acreditava… simplesmente porque ouvi-me nele…Reconheci as palavras…
È estranho observar uma troca de papeis… Ter alguém que nos mostra que o fizemos acreditar no que defendíamos…
Isto acontece porque não falávamos assim há muito tempo… sem barreiras…sem ninguém ao lado… (é injusto sentirmos como mais especiais as conversas que travamos com quem não se inclui na nossa rotina mais próxima e impõem-se de surpresa, espontaneamente).
Conversas que acontecem só porque sim…
Derretemo-nos com a sensibilidade de quem nos percebe no momento …
Só porque sim…
As pessoas defendem muito aqueles que querem bem… os que lhe são próximos (ou que querem próximos) e naturalmente que assim descuram outras pessoas, porque há investimentos humanos que se revelam prioridades (e por quem fazemos e damos tudo, e mesmo que não percebamos instantaneamente os porquês disso eles existem). Por isso é que a parte não contemplada da oferta renhida da nossa presença se ressente e acusa-nos de um pretensioso desinvestimento…
Somos todos diferentes e há que saber ceder e aceitar que não podemos ser próximos (pelo menos na concepção que o outro adopta, que pode não ser igual à nossa) de todos aqueles que queremos…
Reconhecer que a proximidade não passa necessariamente pela proximidade física mas pela certeza de quem nos sente lá longe e está disposto a ouvir o que ficou no halo da ausência (que por sinal pode ser bem longa).
Há viagens que nos derrubam e nos mostram como nos construímos fortes, subsidiados por arrendamentos no nosso coração, cujos habitantes fazem questão de fazer limpezas de tempos em tempos…
Obrigando-nos a fazer viagens (ainda que labirínticas) para derrubar a poeira imbuída naquilo que nos esquecemos que somos ou ainda queremos ser…
Lembrando-nos do que fomos…
E de repente… tudo fica mais nítido!
domingo, outubro 21, 2007
Tragédia

É isso. Todos sabemos o mesmo, mas cada um distorce esse saber à sua maneira: há quem se torne religioso e pense que essa é a grande solução, há quem queira ficar famoso, há quem pense levar a sua vida só com sensualidade e prazer, outros que só procuram o poder político... Mas, no fundo, todos os comboios vão dar ao mesmo sítio. E não é um belo sítio. Não é um sítio que nos faça felizes quando pensamos nele. Portanto, o guião das nossas vidas é trágico. E toda a gente procura uma estratégia para não pensar muito nestas coisas. Autores como Freud, Nietzsche, O'Neill sentiam que uma grande dose de realidade implicava demasiada dor para cada um de nós. É muito importante continuarmos a enganar-nos a nós próprios. Temos as nossas estratégias: distraímo-nos com uma relação amorosa, distraímo-nos a ver televisão…Qualquer coisa que nos impeça de pensarmos em que situação estamos metidos. E inventamos problemas triviais para nos entretermos.”
Woody Allen
(a propósito de considerar que a vida é trágica para todos e que não há distinção entre a comédia e a tragédia.)
Em suma, ando a precisar de distrair-me… =)
quarta-feira, outubro 17, 2007
... com a música... sempre ...
quinta-feira, outubro 11, 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
Dia grande mas... =)

É sempre engraçado ver pequenas mudanças... e fazê-las, lol! :)
Um dia entre aulas longas, discussões de turma e amigas a festejar a vida de uma delas...é mesmo giro e bom demais! :) Sentir a paz de uma amizade apesar dos problemas que se vão vendo surgir na vida de cada uma. É bom ver que continuamos assim, bem perto e unidas!
Adorei! Adoro... Adoro mesmo! Festejar com uma verdadeira marca ;)
Parabéns, minha Nê!!
E já agora à "afilhada nova" ;) Ana Lu;)
terça-feira, outubro 09, 2007
domingo, outubro 07, 2007
Um fim-de-semana 4
A carruagem em que andamos era sempre diferente, o destino também... a companhia a mesma e a alegria e amizade insubstituível!!
Chamei Fantastic Four... porquê? Pelo fantástico que foi e pelas pessoas que andaram numa grande aventura!
"Descarrilámos" do dia-a-dia e da rotina stressante e navegamos por um rio maravilhoso que a fotografia marcou de momentos... caminhámos de mala às costas, como que um pequeno tesouro necessário para sentir o "peso" daquilo que temos a mania de carregar a mais e não é o essencial!
Marcaram-se golos, soltaram-se gargalhadas, comeram-se chocolates antes de tudo começar...
Um lugar maravilhoso e espelhado nas águas que só nós sabemos como é navegar... histórias giras, passeios em busca de um prato de comida e uma cozinheira ainda no seu local de trabalho... "tiro liro" diria eu!
Um filme antes de adormecer que não chegou ao fim pelo sono que assaltou a respiração... uma correria ao acordar, uma descida especialmente gira com a melhor paisagem pela frente e a maior prova de confiança do dia... senti-me bem ao sentar-me no banco de um carro desconhecido e pela conversa na simplicidade da idade m cada cabelo e cada palavra "cantada". Entre tremeliques e acalmar... começaram histórias do mais estranho e risos mesmo sentidos e parvamente divertidos! AMEI! Chamaria um almoço na "alegria da amizade", com uma pitada e fome e uma magia especial! Um calhau numa mala de viagem e uma sardanisca à procura de boleia!
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Comboio... passou por Alegria... pela Retrete... e por outras mil terras! Tive a sensação que todos decidiram seguir-nos no comboio mas, ainda assim, senti-me como se fossemos apenas nós e o comboio :)
Correria, fazer "contas à vida" e "cegueis" sempre em direcção a sul. Acaba a viagem para 2 depois de horas a fio de histórias de fazer rir uma só carruagem... demasiada animada para quem vivia o momento e para quem ouvia apenas...
ADOREI simplesmente!
Uma fuga ao que é agora a luta pela dia a dia de uns estudantes que não estudam no mesmo curso (pensando na futura profissão) mas que são da mesma turma de vida, de momentos, de cultivar momentos e relações...
Apetece repetir sempre :) Quero voltar... agora??? Esperar por uma "próxima"... de carro, já diria um dos 4... lol!!
Obrigada!
sexta-feira, outubro 05, 2007
Era uma vez...

Todas a histórias infantis começam assim, normalmente! Porque não tornar a história de cada um num conto infantil com diversos capítulos?
Estamos a entrar num fim-de-semana prolongado e não deixei de pensar neste "filhote" que hoje faz anos! Ele conta histórias de dias em que a alegria ultrapassar qualquer chatice, conta dias e que a lágrima caiu e em que as decisões se tornaram difíceis. Coloca a visão de quem tira uma foto e transmite nela tudo o que se vê e não se vê, tudo o que sente e não se consegue dizer...
Textos feitos, slogans engraçados, troca de agradecimentos ou simplesmente um miminhos especial para "aquela pessoa que sabe quem é".
"Dentro de si só e em si mesmo" (by Sérgio) tem muitos segredos, muitas palavras, muitos sentires e olhares que um ano trouxe com ele!
O filhote gatinhou, começou a andar e a falar, teve dores quando os primeiros dentinhos estavam a querer rebentar, as primeiras gargalhadas, a atenção do olhar, ... o desenvolvimento emocional... e tudo ao alcance de quem vive e acompanha de perto a vida de "duas mães/gémeas" a cuidarem do seu filhote comum :) É um desafio engraçado cuidar de crianças assim, que envolvem outrém e que são especiais e têm uma magia especial!!
O dia já começou e vou tendo uns "replays" de capítulos deste livro de contos... é bom fazer uma história não apenas escrito em tom de primeira pessoa mas ter mais que espaço para o "nós", o "tu" e "todos" :)
É mesmo bom crescer com alguém do lado a estender a mão: para nos segurar no colo ou para nos dar uma palmada e dizer "vai em frente!"
:) bom fim-de-semana prolongado a todos!! E obrigada "mãe" Mariota ;)
Sei de cor cada lugar teu, gémea =)

Poderia agora começar a deixar-me conduzir pelas palavras que o dia de hoje me faz respirar mas... o dia é de "comemoração" do nosso cantinho que temos dentro de nós mesmas e que tantas outras pessoas podem ter um pouco dentro de si também :)
É momento de olhar para o que ficou escrito e guardado e que tem todo o sentido, todo o significado e cuidado...
É um dia digno de um sorriso ao entrar nesta página e de um agradecimento à pessoa com quem divido este cantinho do nosso mundo... Obrigada a ti e à tua equipa que nos fez chegar aqui...
OBRIGADA e... daqui a um ano cá estaremos de novo a colocar mais uma velinha no nosso "abrigo"!
Venha o dia para ser vivido! =)
Um aninho =)

PARABÉNS ao nosso cantinho!! =)
Passou um ano a voar! Um ano desde que a equipa se juntou aqui em casa a preparar as fotos pa exposição, um ano desde que chegamos do projecto de 2006...
Um ano, muitas palavras, muitas visitas, muitas saudades e... uma partilha imensa entre gémeas e com quem "perde tempo" a ler-nos =)
Parabéns a todos e a nós!!
Parabéns à Inês que nos meteu nisto :)
FELIZ ANIVERSÁRIO, "DentroDeSiSó"
sábado, setembro 29, 2007
Arrumações III

Ainda fica tanto por arrumar... :)
Eu e a mania das arrumações... terrivelmente irritante para comigo mesma! Arruma aqui, desarruma acoli...
É bom saber aproveitar enquanto se arruma muita coisa sem ser preciso mexer com caixas, com folhas, com cartas e envelopes...
Também se consegue arrumar enquanto o corpo cai e se deixa ficar...
o coração e a cabeça... vão fazendo o resto
=)
Arrumações II - caixa de correio azul

Não... aquela caixa não... Tão vazia mas tão pesada de um passado que acompanha sempre ...
Era a última que queria abrir se tivesse mesmo que ser. Aquelas que guardam segredos, que guardam palavras que por muito que se tente não se perdem no tempo, imagens... sentires... sabores... memórias... sorrisos... surpresas... e o "pesado peso" de sentimentos que se tentaram apagar ...
A caixa convida a que seja tocada, mexida... ficou "entreaberta" e se pegar nela vai cair tudo o que lá dentro guarda...
Fiquei uns minutos de pé... com ela bem assente nos dois pés que me seguravam ao chão... deixei cair o corpo sobre mim e, com as mãos bem firmes, peguei nela... com todo o cuidado merecido e sentei-me com ela no colo. Tilintei com o olhar...fixo e medroso...
...ABRI-A...
não encontrei novidade alguma mas parece sempre que vou abri-la pela primeira vez... lembranças e uma carta... uma letra não muito bonita mas que consigo ler... passei-lhe os olhos 2 ou 3x num "passado"... esta era mais uma...
passa um vento na memória enquanto leio apenas metade da carta... parece que um filme de sentires e de "fotografias" me passa na mente e o comando não funciona para que pare!
"outra vez não!"
ri, sorri e cintilei novamente cm um sorriso não sei se triste ou com saudade no olhar...
(silêncio)
... foi o que ficou e me acompanhou enquanto dobrei a carta, fechei a caixa, a guardei, desci as escadas e me sentei a escrever ... depois de um percurso difícil ...
fica apenas a palavra "especial" repetida ao vento, ao tempo, à memória e à vida... é especial pelo sentido da palavra e pela caneta de quem a escreveu "um dia"...
Recordar pode ser, muitas vezes difícil mas... faz sempre bem! Lembra-me que tenho uma história e que não me esqueço do mais importante que tive nela =)
Arrumações

Hoje decidi arrumar...
entre limpar o pó, dobrar e organizar as roupas acabei no armário. Lá entro estavam vários sacos, todos com coisas diferentes mas que tinha a intenção de guardar. Comecei devagar a separar tudo! A maior parte delas fez-me ter que mudá-las de lugar!
Subi e desci várias vezes uns degráus que me fizeram chegar à divisão mais alta e quente da casa onde tinha milhentas coisas de um passado chamado infância e de um presente chamado faculdade. Desde brinquedos a folhas que se foram amontoando e guardando à medida que os anos agora passam.
Passei então para uma pequena divisão do sotão onde me esperava um armário tapado apenas por cortinas! Respirei fundo e corri as cortinas para o lado. Procurei onde as prender para não me incomodarem... assim ficaram! Presas! E eu...? Presa a olhar em frente, para as muitas caixas e sacos com recordações de tudo e mais qualquer coisa que eu já passei,vivi, sonhei e escrevi... tudo ali... bem à minha frente, à distância do toque da minha mão.
Desarrumei tudo... tentei começar por encontrar o caixote certo para colocar "isto" e "aquilo". Aos poucos fui vendo que passei por poucos caixotes mas que estavam finalmente colocadas as coisas no lugar (nos caixotes certos) menos todos os caixotes.
Reparei que havia ainda coisas sem um lugar. Toca de descer, procurar sacos, escrever "referências" e arrumar tudo num NOVO caixote!
Agora sim, começar a arrumar tudo de novo! Dei por mim com uma nova mudança... a prateleira que era só minha ficára agora pequena para mais um caixote. Optei por "roubar" o espaço vazio da que estava mais a baixo. Encaixei lá coisas mais antigas, cronológicamente, e que saberia que tão cedo não iria mexer! Em cima, o espaço ficou mais vazio, agora com espaço para o "passado recente" que procuraria talvez num curto espaço de tempo (ou não). Na arrumação caiu uma caixa aos meus pés...
sexta-feira, setembro 28, 2007
Estupidez
segunda-feira, setembro 24, 2007
Rua de Sésamo
Pediu-me segredo…
E foi assim que, como um menino (que era!), se chegou a mim e estendeu os braços, que de forma firme me envolveram em tom de abraço…
Mal ele sabia que estava a trocar afectos com alguém a quem chamavam Pipi das meias altas (em pequena não saía à rua sem a companhia de dois totós. Por achar isso uma vaidade desnecessária omiti-lhe esse facto…)
E foi também assim que, sem ele saber, duas personagens da animação de outrora estabeleceram uma aliança através de alguém (que, apesar de tudo tinha algo em comum: a capacidade de se prenderem à fantasia do momento (quer na tela de cinema sob a forma de desenhos com contornos animados como o Poupas ou a Pipi das meias altas, e que faziam as delicias do imaginário de crianças como eu e ele. Quer na tela da vida, sob a forma de contornos de um abraço intimista, que anima qualquer alma e delicia recordações de adultos, que eu e ele nos vamos tornar…)
E, foi assim, que só depois veio a promessa de despedida no dia seguinte…
E foi também assim que me deixei render à Rua de Sésamo…
Aquela rua por onde se passeia o Poupas amarelo e a que também gosto de chamar coração…
Porque no final de contas, as sementes (de sésamo ou não) crescem e dão frutos…
quinta-feira, setembro 20, 2007
Histórias...

Eu sou a mais velha! E um bocado mais velha….
Há dois pares de anos delineamos duas equipas (de acordo com 2 características marcantes), se bem que as equipas têm pessoas desse núcleo familiar e outras que a ele se juntaram por casamento.
Os netos estão distribuídos equitativamente, 2 para um lado e 2 para outro:
A equipa alegria!
(E diga-se de passagem, o termo alegria não foi o mais apropriado mas não encontramos outro. Estamos a tentar encontrar outra palavra k alie essa a desvaneio, mas não é fácil!)
A equipa serenidade!
Adivinhem em qual estou…. Não é difícil… :)
Gosto muito da equipa alegria! Gosto mesmo!
E às vezes tenho pena de não ter a “sorte”de ser a metade detentora dessa carga genética! Ou pelo menos de alguma dose de desvaneio!
Porque acho que me faz falta :)
P.S: Agora que penso, na minha vida tenho encontrado equipas… E admiro-as :)
terça-feira, setembro 18, 2007
Agradeço-te, Xuxu!
segunda-feira, setembro 17, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
Proximidade?
Lembro-me de ouvir isto numa sala de cinema… (há cerca de 10 anos atrás)!
Lembro-me de ser pequena...
Mas lembro-me bem da empatia que o filme (Jerry Maguire) suscitou em mim!
Não o voltei a rever mas é mesmo giro aperceber-me que ele foi um filme que “ficou” (não que seja um filme de topo, mas pela simplicidade) – não sei se hoje pensaria assim ao revê-lo mas acho que se o fizesse estaria demasiado influenciada pela memória que me deixou, no despertar das sensações do passado…
É que é basicamente isto! Amar pelo que o outro é, pelo que quer ser e pelo que quase é. Amar também no que falha portanto.
E dizem eles que um grande amor sobrevive à distância… Eu diria que um grande amor sobrevive à proximidade…
Gostaria de dizer que aprendi isto na tela de cinema, lembrando-me de Jerry Maguire…
Mas estas coisas não se aprendem assim!
terça-feira, setembro 11, 2007
Quartos-crescentes doces
Gosto de imaginar-me no futuro…
…noutras circunstâncias…
…noutros tempos…
…noutros sítios…
…com outras características…

Gosto de imaginar os outros…
Sim, gosto de imaginar…

Os “ses”…
Sou sempre atormentada pelos “ses” :)
Imagino os “ses”
…
…
P:S: Uma pequena explicação do título:
Quarto: porque imagino no silêncio da noite, no quarto, a adormecer…
Crescente: porque uma vez a imaginar as invenções desenrolam-se num crescendo de sucessões…
Doce: porque sabe bem imaginar…
Quarto-crescente doce: porque faz um bonito trocadilho com lua de mel e personifica a imaginação fértil que precedeu a escolha do título (modéstia à parte!)...
Sonhar também nos faz ver estrelas... :)

Saboreei as imagens imaginadas, que em tom pegajoso…colaram em mim. E nunca mais saem…
Senti a doçura do mel que se alastra nos meandros dos sonhos…
Sonhos nocturnos… distantes… emaranhados… pouco nítidos…
Mas que nos tocam…e em jeito de empurrão nos impulsionam para a vida…
…noutras circunstâncias…
…noutros tempos…
…noutros sítios…
…com outras características…
Hoje imaginei!

E volto a ser atormentada pelos “ses”….
segunda-feira, setembro 10, 2007
Coisas diferentes!!

domingo, setembro 09, 2007
Good luck ....
quinta-feira, setembro 06, 2007
Just missing...
quarta-feira, setembro 05, 2007
Fotografias
terça-feira, setembro 04, 2007
24 de Agosto de 2007 @ Quiaios
Já quase que passou uma semana depois de ter refeito as malas e partido para este canto do mundo, do meu mundo. Um “pequeno grande” abrigo. Um cheiro especial de um lugar especial… pelas histórias, pelas lágrimas, pelos segredos, pela liberdade da alma… pelo mar e pôr-do-sol que, só aqui, tem um sentido muito certo e intenso.
Os dias vão passando relativamente parecidos mas com certeza de diferenças! Caminhar à beira mar faz sentido, traz prazer de um silêncio segredado pelo chão que vou pisando, pelo mar que se vai estendendo na areia e lhe muda a cor. Deixo pegadas perdidas na areia, com orientação “em frente” mas sem tentar desenhar nada… simplesmente um caminhar em frente, a respirar liberdade, silêncio, paz e o silêncio das ondas que se envolvem no olhar, no eco da mente e da alma tranquilizada enquanto os passos em terra firme poderiam chamar a lágrima que saltitava dentro do peito.
Revoltas interiores pelas permanentes desculpas chamadas de mal entendidos, pelas oportunidades cortadas de raiz, pelos sonhos arrancados rapidamente em segundos, seguidos das tentativas de os “replantar” e atenuar o que fica de vazio no chão…
Lágrimas de saudade, de nervoso, de tristeza, de espera e esperança de última hora…
Respirar desesperado e incontrolável… completa impotência perante mim mesma… necessidade do chão que se pisa segurar o corpo, … olhos fechados sem sentir nada do que rodeia… apenas a sensação do ar que parece pouco e de passagem rápida pelos pulmões vazios… as mãos perdem a sensação total, a cara também… as lágrimas correm sem se sentires escorrer, apenas formarem-se…
Aos poucos, com algum esforço e paciência… o ar começa a entrar aos poucos, por entre um respirar aflito e apressado… a paz começa a chegar…
Sinto-me cansada, exausta, tonta… demasiado confusa. Apetece-me cair na minha cama e deixar-me ficar até não conseguir estar mais tempo acordada!
Termino sem adormecer, por muita vontade que todo o corpo sinta disso… fecho os olhos e deixo-me ficar! …
…
…
O telemóvel toca!
Aquela voz… aquele conforto… vontade de ultrapassar “fronteiras” e terminar num colo onde possa adormecer tranquila!
…
Despedida!
Termino, finalmente, deitada na minha cama…
… adormeci… reparei quando abri os olhos e era manhã!
sexta-feira, agosto 17, 2007
À espera

Ficaria ali sempre!! Só assim!!
OPA 2007

Saber esperar...

quinta-feira, agosto 02, 2007
Tema: "Para Fora, Aqui e Agora"

Talvez dizer que chegou a hora de sair da casca e lançar-me num novo desafio. Novo pelo olhar, pelo campo de visão, pelo sítio de onde e como vou olhar "uma casa" que me fez crescer e ser muito do que hoje sou. Desafio que fica onde fico e deixa de ter tons de pele queimados, sotaque, cheiros e culturas diferentes. Mudam as caras, muda o ano, muda o "campo de visão" mas... é um desafio que se aceita e merece todo o empenho... esse, já começou antes de começar :)
Aceita-se o desafio para "amar e servir" como se ouve e sinto que deve ser!
Ser...
Estar...
Dar...
Rir...
Imaginar...
Divertir...
...
Ser eu onde quer que esteja e no que quer que faço!
nos novos desafios.
Porque na vida todos os desafios são diferentes e
sexta-feira, julho 27, 2007
Neste momento
As saudades têm ficado, apesar da frieza daquele momento estranho mas com um pouco de delícia entre gémeas... foi isso que lhe deu o brilho todo e fez valer a pena. Isso e os abraços e sorrisos dos que partilham o mesmo chão e o mesmo desejo de um regresso sonhado e desejado a cada dia que vai passando e a cada ano que se conta a mais no calendário.
Apesar de tudo a luta contra os dias e a entrega por aquilo que fico a fazer tem feito sentido. Por entre forças, pó, viagens, olheiras, falta de fôlego e cansaço estupidamente incontrolável... ando por aqui e por ali, a entregar o que posso e não posso ao que me foi fazendo ser alguém e crescer com os outros. Aquilo que me deu a "estaleca" para conseguir aquilo que consigo e aprender com as pessoas e os momentos que me passam por entre a pele e a alma.
Cá estou, com coisas de última hora que me enchem o coração mas aos quais tenho que ser racional e dizer que não por muito que todo o corpo e ligações digam que gostaria de pegar na mochila e seguir em frente contra todos os limites do corpo. Entrega-se os braços, e a disponibilidade, a amizade e a companhia... o serviço;)
Agora, últimos retoques e a poucos dias de dar um mergulho de cabeça ... fico à espera de me encontrar no sítio, nas pessoas... em mim! Acredito que o tempo que resta só me dará mais vontade de correr até me rebentar de sorrisos e serviço para aqueles que também têm o seu valor, desejos, ansiedade, gosto, ... tudo!!!
quarta-feira, julho 25, 2007
Listen to: "The long day is Over"
A noite vai caindo lá fora e não a consigo ver. Apenas vejo a luz acesa numa sala escura e calada que segreda silencios e a respiração que me mantém aqui.
A música para e um "click" recomeça-a... repete sem ser repetitiva, canta da mesma maneira sem soar igual... consigo saborear diferentes gostos a cada começo.
Solta-se um sorriso numa conversa de cumplicidade séria e sincera. Quem será capaz de dizer que a lágrima e o sorriso não combinam?! Eu não! Saboreia-se o salgado e o doce de sorrir.

Conversas de noites passadas, segredos guardados, sonos que mudam os dias e marcam a sua passagem. Disse o que me apetecia como se escondesse um segredo revelado pela primeira vez no momento e com sentimento verdadeiro do segundo instantaneo. Disse-lhe "apetece-me..." e segredou-me que também o fazia... fi-lo a sorrir por saber que sim, que não estava só neste "apetite" de soltar o peso que se torna salgado.
Noite segue, palavras desenhadas neste silêncio de uma música que toca novamente pela "não-sei-qual-vez"...
Fica-se assim... à espera que o sono me derrote definitivamente a par com o cansaço que já me vem a derrotar... aguardo a queda fatal em que os olhos se fecham e ... a luz puxa para o seu despertar.
Aí... já passou a noite e o dia pisca nos olhos entreabertos do cansaço da noite envolvente ...
derrotada e nova luta, nova manhã, novo desafio!
fechadas pela vitória do que é certo...
dormir!!
sexta-feira, julho 20, 2007
A leste do/no paraíso
Como me sinto…
Estou, e vou estar desnorteada da minha rotina, do meu país, das "minhas" pessoas mas tb irei encontrar muitas ilhas paradisiacas, em cada olhar, cada experiência, cada momento.. que me vão deixar a "leste"!
Não sei bem se Àfrica fica a leste, a sul, ou a norte ( e não pensem com isto k não sei usar a bússola), pronto se calhar não sei, mas ela orienta segundo as condições.E é isto k a vida tem de mais desconcertante: não são os ventos nem as marés que nos permitem navegar, mas as âncoras..Obrigada por fazeres parte do meu paraíso privado, por seres tb tu a âncora que transforma o querer em poder, na âncora que diz " vai, que eu olho por ti"..Bem e, se me quiseres encontrar talvez não esteja mt longe de muitos que ficam por cá, estou a leste do paraíso, onde quer seja que isso fique...
A vida segue dentro de momentos...
quinta-feira, julho 19, 2007
Hoje...
- senti o sabor do vento e do mar
- amei a praia
- cruzei estradas diferentes
- lutei contra o tempo
- discuti
- chorei
- cai na saudade
- sorri muito
- senti muito
- chorei
- apertou o coração
- tive inveja de não ser "mais um" ali
- abracei
- amei
- recordei muito e com uma "saudade feliz"
- senti paz
- senti-me pequena
- conversei
- fui sincera
- senti medo
- ri muito
- dei abraços de parabéns
- falei ao telefone
- tive notícias
- tirei fotos
- revi gentinhas
- troquei mensagens
- REZEI
- ...
Tanta coisa num só dia que mexe muito cá dentro! Pelos olhares, pelo sentir, pela saudade, pela realidade, por pensar no futuro incerto, ... pelo toque de Deus e das pessoas!
Resta um OBRIGADA a muitos pelos "pequenos grandes" momentos e um "até 6f" ou "até breve"
Boa Sorte a Todos os Verdinhos!! * a mamã reza por vocês *
domingo, julho 15, 2007
A propósito do andar de bicicleta:
“ (…) Aprendemos a fazer ajustes automáticos com as nossas mãos e corpo para mantermos o nosso centro de gravidade sobre as rodas. A maioria de nós não sabe descrever as regras que governam a nossa conduta. Por exemplo, o que achamos que devemos fazer se estamos prestes a cair para o lado direito quando estamos montados na bicicleta?
Muitos ciclistas diriam que compensam o movimento girando o corpo para a esquerda. Mas isto não está correcto: o que realmente fazem é girar o guiador para a direita.
Se movessem o corpo para o lado esquerdo, de facto cairiam mais depressa, porque isso forçaria a bicicleta ainda mais para o lado direito.
O essencial é que, apesar de terem aprendido a fazer movimentos adequados…, não são necessariamente capazes de descrever verbalmente em que consistem esses movimentos”
Neil R. Carlson
Nunca fui grande coisa a andar de bicicleta!
Neste momento ando à procura de equilíbrio :)
Não quero descrever aquilo que faço ou fazê-lo com extrema consciência mas ainda assim quero fazer bem…
Nem que seja automaticamente!
quinta-feira, julho 12, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
Obrigada =')
When I see your smile
Tears run down my face I can't replace
And now that I'm stronger I've figured out
How this world turns cold and breaks through my soul
And I know I'll find deep inside me I can be the one
I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
It's ok. It's ok. It's ok.
Seasons are changing
And waves are crashing
And stars are falling all for us
Days grow longer and nights grow shorter
I can show you I'll be the one
I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
Cuz you're my, you're my, my true love, my whole heart
Please don't throw that away
Cuz I'm here for you
Please don't walk away,
Please tell me you'll stay, stay
Use me as you will
Pull my strings just for a thrill
And I know I'll be ok
Though my skies are turning gray
I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
Red Jumpsuit Apparatus
terça-feira, julho 10, 2007
Têm sido assim
Momentos que se procura "aquilo" e acabamos por encontrar "nada" e isso é uma grande diferença! Por mais que tente mentalizar-me de que se repetirá mais vezes, não deixa de me surpreender lentamente com um olhar perdido e um pensar distante.
Achava-se que as coisas vão avançando com o tempo e afinal... repete-se tanto!!
Além de tudo isto que cai dentro do pensar e do sentir agora, hoje o dia foi de recordar!
Vi momentos da minha infância passarem-se perante os meus olhos!! Procurei pedaços dela... e encontrei mas... encontrei algo mais que isso... coisas novas que, não me pareciam bem ali porque mudavam tudo o que tornava aquele lugar tão especial e único! Encontrava no meio da recordação algo muit recente e que me fazia "doer" ao olhar! Vi passar um letreiro no coração Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades neste caso os gostos, as pequenas coisas, os lugares... mudam-se muitas coisas, inclusive eu, que já não sou a pequena Anita que encontrava brincadeiras num quintal escondido entre risadas e brincadeiras de pequena; apanhar fruta da árvore e comer ali mesmo, entre conversas infantis com a irmã e as primas;
A "casa das galinhas" estava vazia... mais velha que nunca e sem a magia dos velhos tempos!! Apeteceu-me reviver mas... fiquei quieta e entristecida por dentro! A Anita que era bem mais pequena, com uma pequena mão que agora cabia dentro da minha... e que era sempre tão feliz ali...
Tenho saudades!!!
Agora, ao fim do dia, tenho ainda mais saudades!!! É tão bom ser-se assim... cheia de recordações e memórias alegres e bem passadas...poder crescer mas... é triste quando parecemos crescer demasiado depressa!!!
Além destas saudades tenho saudades de não ter outras saudades...
E sinto-me triste por ver repetidas as coisas que vais repetindo assim... silenciosamente
lentas!
e que me pesam ... e demoram séculos
enquanto vejo passar apenas horas... e dias!!
Amanhã é acordar e ver outro dia chegar... sorrir-lhe e dizer-lhe "Bom dia!" =)
Começa-se de novo! :)
Raridades: em vias de extinção
Príncipes Encantados
"Faça como uma amiga minha que cada vez que sai do carro, vira o retrovisor para o lado do condutor, retoca o batom e diz com uma convicção demolidora o Príncipe pode estar em qualquer lado. E pode mesmo. É uma questão de fé, totalmente arbitrária e aleatória, mas pode acontecer. Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí. Isto é o que diz outro amigo meu que por acaso é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por enquanto. Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.
A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica"
Margarida Rebelo Pinto, 2003
Gosto de ler o que esta senhora escreve, pela forma como o faz e pela simplicidade e realidade também! Visualizo muitas destas situações em pessoas, amigas, ... na vida!
Só acho que os Príncipes Encantados estão em vias de extinção... apenas isso! As princesas maravilha... parece-me que também, ou então calçam todas o mesmo número e têm demasiados sapatos iguais... eles confundem-se...será? *
Sábado, Junho 23, 2007
Pior do que um homem que nos persegue, pior do que um homem que nos ignora, é aquele tipo de homem que nos persegue às segundas, quartas e sextas e nos ignora às terças, quintas e sábados.
Há homens assim. Confusos, indecisos, que vivem mergulhados numa bipolaridade emocional com a qual nem eles próprios sabem lidar, quanto mais as mulheres que têm o azar de se cruzar no caminho destas criaturas.
O indeciso é por definição um tipo baço, com o olhar velado, que fala baixinho e vai dando a entender, ao longo de semanas, meses e por vezes anos, que até quer qualquer coisa mais séria connosco, mas que por uma infindável e inominável lista de razões, não se chega à frente.
É o ‘Senhor Talvez’. O ‘Senhor Talvez’ está interessado, mas não apaixonado. O ‘Senhor Talvez’ gosta de nós, mas nem tanto. O ‘Senhor Talvez’ até é bom rapaz. Mas infelizmente, não o suficiente. O que o torna muito maçador.
Num universo ideal em que as mulheres poderiam fazer justiça pelas suas próprias mãos em relação a estes empecilhos sentimentais, eu não seria cronista nem escritora, mas antes lojista, feliz proprietária de um estabelecimento que venderia fórmulas mágicas que não existem no mundo real. A saber: comprimidos para a paciência, injecções de sensibilidade, drageias de bons modos, xarope de mimos e, last but not least, tratamento por ampolas para a indecisão. Nessa farmácia do entendimento, poderia também existir uma secção de estética com produtos como pomada anti-pêlos no nariz, cinto anti-barriga e cápsulas para erradicar os pêlos nas costas.
É claro que este mundo virtual com o qual as mulheres sonham, nunca pode existir num mesmo homem, daí que uma sábia amiga minha, casada há mais de 20 anos com um choninhas simpático e míope, me desabafou entre dois chás no Chiado que nunca se tinha separado porque os homens eram todos tão parecidos, que ela corria o risco de encontrar um pior do que o marido.
Ninguém é perfeito, nem por dentro nem por fora, mas caros amigos, há que ser razoável; com a instabilidade económica e a crise que se arrasta no país e na mentalidade lusa, um pouco de decisão e de firmeza ajudava a reconstruir esta sociedade desmembrada com 70% de divórcios a assolar o território. Os senhores da raça ‘Talvez’ deveriam ser sujeitos a pagar coimas cada vez que dão um passo em falso. Até parece que se puseram de acordo com este tempo de chuva ‘molha parvos’ que nos roubou a Primavera e o optimismo. Um homem que se preze, ou quer, ou não quer, e o resto é conversa. Adiar decisões amorosas é o mesmo que continuar a morar num andar alugado sem pagar a respectiva renda.»



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