terça-feira, maio 13, 2008

Última noite... acabou a queima! II

A estrada parecia longa... perdi a noção do caminho que percorria! Centrava-me apenas na conversa e a tentar controlar a força na condução. Não sei a velocidade, não sei quanto tempo demorou... mas foi um tempo!
Parecia tudo tão reticente a sair de cada gesto e movimento da boca que quase soletrava palavras... senti-me a disparar algumas mais apressadas mas... sinceramente bem ditas!
Por momentos sentia que aquele momento tinha que terminar apenas quando fosse o momento... senti-me a recuar num tempo e a querer avançar noutro... queria procurar algo e... nem precisei de muito para sentir um "tum tum" acelerado por dentro... pouco depois do carro parar e surgir conversa!
Queria entender mal mas tudo me abanava por dentro para que tivesse que entender "assim mesmo!".
Um tom de voz baixo, um olhar fixo no nada de um chão coberto de terra do parque, dentro de um carro cheio de pó e ... com espaço para o que tinha dentro, e nada mais que "aquilo que tinha dentro". As palavras soaram-me durante muito tempo... ecoaram e permaneciam! O silêncio tanto me disse ...

Saudades...
Não apenas isso mas... saudades...

Tudo passou quando um ar cansado se aproximava e dava sinal de que ... acabou por aqui!
Liguei o carro, soltou-se o abraço que queria ficar e... ficou ali, tudo o que faltava ser dito, sentido, falado, explicado... ficou ali, preso por um fio... TUDO!!

Cheguei a casa e...

Mensagem...
... saudades ...


adormeci de cansaço e com tudo a ecoar, novamente, ... repetidamente...

Última noite... acabou a queima!


Madrugada... mo amanhecer espreitava!

Via-se ao longe clarear! Um dia longo, uma noite calma, tranquila...das melhores!
Olhares cruzados, mil caras, uma multidão e música. Seguia uma e outra, depois outra...
Jantar tardio com fogo de artifício e um caminho até ao parque onde estava tudo: pessoas, música, capas negras, cartolas, ... tanto e tanta coisa!
Uma noite com risos, conversas, abraços, desabafos, amigos, amigas, um copo, uma dança, um riso, um entrelaçar de dedos, mensagens a circular... tão cheia de tudo! "onde tás?"; "bora pas barracas dançar um pouco?"; "vamos dançar para o balcão?!", um foto aqui, outra acoli... tão calma e tão boa, mesmo depois de acumular o sono que pesava nos olhos como duas pedras da calçada que teimavam em querer cair pelo chão.

Há vontades que tiram o sono, ou pelo menos o seguram bem firme. Há momentos que nos tiram as palavras; há alturas em que hesitamos agir; há alturas em que esperamos a acção de alguém; alturas em que o que era confuso parece claro... por palavras, por um gesto leve e tão amedrontado, uma palavra de olhar fixo e brilho no olhar... há alturas em que tudo é tão certo e só não o é porque ... não se quer, não se consegue... porque... não sei!

O que passou...

O tempo, simplesmente, passou a voar!
Noites longas, manhãs demasiado claras e luminosas para olhos de uma pequena menina.
O tempo, simplesmente, deixou que tudo fosse passando depressinha e sem avisar quando estava a chegar mesmo ao fim.
Encontrei uma menina a fugir com o pensamento de que, aos poucos, as coisas vão passando sem perguntarem se podem, a fugir da lágrima de saudade dos tempos que teimam em ser recordações para sempre e das pessoas que passam na vida das pessoas quando são "morceguinhos" com livros e um curso...


Um dia tudo acaba... para recomeçar noutro lado!

Recomeçar ou mesmo começar!
A vida dá voltas e voltas! Foram lágrimas, foram cortejos, trabalhos, noitadas de trabalhos, dores de cabeça, momentos de desespero, praia, risota... tanta, tanta coisa que só o coração e "nós" é que sabemos.
Dou por mim a divagar um pouco por estes anos e... foram tão intensos
mas... acabaram depressa demais! Já sinto saudades do que ainda não acabou mas me faz sentir já uma saudade funda e uma lágrima quente, do coração.

Noites agitadas, um copo aqui, uma dor nos pés ali; "bora pas tendas!" "vamos ver o concerto", uma dança mais atrevida, um sorriso de gozo com o palhaço do lado... uma cartola e mil histórias para contar! Travessuras e aventuras... simplesmente deliciosas e apetitosas de lembrar e recontar, recordar à volta de uma mesa de corações derretidos por tudo o que já passou!

Saudades... é o que fica agora que a recta final se
torna tão próxima e parece estar quase a cair em cima da cabeça!

Bom... pela vida que corre, que anda em frente apesar dos imprevistos e surpresas;
Mau... pela saudade e vontade de guardar cada momento a cada dia, vontade de viver "pra sempre" assim, neste mundinho de 11 e outros tantos :,)

Ficamos por aqui e agora... a luta maior virá!

domingo, maio 04, 2008

Até onde...


às vezes pergunto-me: até onde vai, realmente, a preocupação das pessoas?
Parece que só quando acontece alguma coisa um pouco mais fora do comum se tornam em "mães galinhas" mas depois de passar a situação... a despreocupação instala-se e espera-se por uma próxima vez para "re-preocupar" ...

Porquê? Somos seres estranhos...


às vezes pergunto-me: até onde vai a capacidade de seguir o que se sente se medo do que possa vir de mau? Até onde a capacidade de lidar com os sentimentos de dentro e dos outros por nós? Até onde as pessoas são capazes de dizer realmente o que sentem, o que querem... porque realmente querem?

Porquê? Magoam-se pessoas e magoa-se a própria alma com decisões inexplicáveis à própria explicação.



às vezes pergunto-me: até onde vou conseguir chegar (assim)?

A resposta é sempre a mesma "não sei!"


Até onde sou capaz de saber o que quero...
até ao ponto de passar uma noite inteira a dizer "eu só queria ser feliz!"

Mesmo a calhar




Eu sou uma alma nova, eu vim até esse mundo estranho,
esperando
Que eu pudesse aprender um pouco sobre dar e receber
Mas desde que eu vim para cá, senti a alegria e o
medo
Percebo que estou cometendo todos os erros possíveis.

la-la-la-la-la-la-la-la...

Eu sou uma alma jovem nesse mundo tão estranho
Esperando que eu pudesse aprender o que é verdadeiro
e
falso
Mas por que não?
Por favor
Tentando me comunicar
Descobrindo que o amor não é sempre fácil de se fazer

la-la-la-la-la-la-la-la...

Isso é um final feliz porque
Você não entende
Tudo que você fez
Por que está tudo tão errado?

Isso é um final feliz
Venha e me dê sua mão
Eu te levarei para longe

Eu sou uma alma nova,
Eu vim até esse mundo estranho,
esperando que eu pudesse aprender um pouco sobre dar e
receber
Mas desde que eu vim para cá,
Senti a alegria e o medo
Percebo que estou cometendo todos os erros possíveis.




Recebi, curiosamente, esta música na caixa de e-mail...
Já conhecia mas aperceber-me da letra...ainda não tinha parado, só tinha ouvido o ritmo animado e encorajador da música. Depois disto... há tanto a fazer sentido!

Obrigada por este mimo, gémea!*

quinta-feira, maio 01, 2008

Deixa (eu) ver (sua) alma!

“Acredito realmente que se há algum Deus, ele não se encontra em nenhum de nós; nem em ti, nem em mim, mas simplesmente no espaço entre nós. Se há algo de mágico no mundo, deve estar no esforço de compreender outro alguém, de partilhar algo. Mesmo sendo quase impossível consegui-lo, mas que importa, a resposta deve estar nessa tentativa.”

Antes do amanhecer de Richard Linklater











Bem de leve...
Abre-se a válvula...
Deixa-se tocar a alma...

Devagar... simples....
A alma pousa...


Fique sim…LIVRE!

Gosto mesmo de ver (ou será tocar?) almas todos os dias!
E fazer disso uma profissão? =)

segunda-feira, abril 28, 2008

Antigo recordado no novo (presente)

Este texto recorda-me uma peregrinação que fiz a Fátima faz tempo, pelos colégios.
Fiquei a pensar nele alguns momentos do meu dia e... cá fica! Com tanto para dizer!


“ Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse um pouco mais de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais… Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate! Se Deus me oferecesse um pouco mais de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas, de um poema de Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. Regaria as rosas com as lágrimas para sentir a dor dos Seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas… Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida… Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de ser apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vocês, os homens… Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito de olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, Ma não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”


(autor desconhecido)

Pelo antigo a caminho do novo


Um fim-de-semana prolongado dado aos outros. Um verdadeiro desafio... superado! Não sozinha! =)

Servir torna-se cada vez mais delicioso e desafiante. Um caminho antigo e "relativamente conhecido" a caminho de algo mais, de algo diferente que fica por dentro e por fora... pelas pessoas, pelos sorrisos, pelos pés...
Caminhar na companhia de "conhecidos desconhecidos"...

Senti-me bem! Sentimento de entrega e subtileza presença para dar miminhos, bolachas e rebuçados, para tocar os pés e ser tocada por dentro.
Vale a pena o esforço, as dores, o sol, ... valem a pena as pessoas! Por momentos encontrei a capacidade de me deixar levar, como antes, pelas pessoas e momentos. Apeteceu-me agarrar "o mundo". Soube mesmo bem.

Reforçar laços, sentir-me levada (literalmente), sentir pessoas que se tornaram os meus pés, que se tornaram a minha força de chegar... sentir que alguém sentia vontade de me carregar porque podia fazer algo por mim... desmanchei-me perante tudo. Toda a minha alma se transformou em lágrimas de ser "cruz pesada" nas costas de alguém mas por chegar a caminhar pelos pés de quem caminha e quer chegar.

Indescritível!

Sentimento de chegada... dores, inchaço ... uma
ENORME força para me deixar encontrar pelos outros que foram apoio comigo e para mim; uma pequena chama de esperança para me reencontrar, aos poucos.



"Vou conTigo pelo antigo a caminho do novo"



Este caminho deve levar-me a algum lugar... saberei... quando lá chegar!

quarta-feira, abril 23, 2008

Nostalgia




http://www.youtube.com/watch?v=QCcB9l80vuU&feature=related

lembro-me de cantar acerrimamente esta musica de apresentação ( actualmente, ao olhar para a letra reparo k desde pequenina me saí uma poliglota (modéstia à parte =), porque realmente a letra tem que se lhe diga… hoje só consigo cantar o busch busch, e a medo…)


http://www.youtube.com/watch?v=F92Npd1x6E0&feature=related

lembro-me bem de andar naqueles bonecos, em que se põe a moedinha e que abanavam ao som de uma musica… O meu preferido era a abelha maia (tenho fotos a comprovar!)
Depois fiquei a repudiar seriamente este desenho animado, quando na minha adolescência, um indivíduo de alcunha abelha se aventurou a gostar de mim fazendo com que os seus amigos me apelidassem de abelha maia (faço por esquecer esta etapa da minha vida, com toda a certeza traumatizante).

http://www.youtube.com/watch?v=maWsN_XsamQ

lembro-me de esperar convictamente, de pijama vestido, pela hora do vitinho para ir dormir ( só mais tarde me apercebi que os meus queridos pais fizeram uma gravação que passavam na tv a seu belo prazer quando achavam que já estava na hora da caminha…)
bahhhh!

http://www.youtube.com/watch?v=F5JWY9TRojk

pequenos póneis…
Tinha um pónei destes em casa (que vinha com uma escova incluída) e a quem penteava o cabelo (???). já que não conseguia pentear o meu fazia-o num pequeno cavalo! =)


http://www.youtube.com/watch?v=WNEAZm8s838

Estes desenhos tiveram uma influência decisiva na altura em que desenhava todos os bonecos de olhos fechados…
(reparem para o conjunto de animais simetricamente iguais)
Cá está a causa!

O que é certo é que os desenhos animados ensinam-nos a vida!
Sinto-me bastante desactualizada no que concerne aos desenhos animados actuais!
Sempre quis dizer isto um dia: “ Acho k estou a ficar velha”! =)

terça-feira, abril 22, 2008

Noite de Promessas - a dobrar III

A noite foi feita de promessas... a dobrar !
De um outro lado, pedia:
- "Promete que tens isto até eu voltar (para casa)!"
Mais uma vez, a mesma resposta se cumpriu... mais uma vez saiu de mim um "prometo", desta vez, com a certeza e vontade de cumprir após "a banda sonora"!

Cumpri e continuo a cumprir! Tem um sabor especial... vem de longe e de um abraço que a infância sempre teve para mim, até hoje e... "amanhã" tenho a certeza que lá estará =)

Noite cheia! Mas... antes de terminar ainda ... :
-" eu acredito por ti até tu acreditares (...)"


E uma última promessa:
-"mas tens de me prometer que quando for aí ficas comigo"

Mas quem nega um regaço??


Noite CHEIA de tudo!



Final sunset on the waves... the perfect girl, the perfect place to wacth the world go down in flames


Thanks,

Puzzle

Noite de Promessas - a dobrar II

(...)

- "À quanto tempo não és feliz?"

(...)

- "Prometes?" (pediu isto como uma criança)
A minha resposta foi cuidada, pensada...
- "Só se promete a uma criança aquilo que sabemos que vamos realmente cumprir, senão ela deixa de acreditar em nós."
-"Então promete! Sabes que podes cumprir!"

Hesitei bastante tempo! Aceitei e... vou cumprindo!
Custa acreditar "naquilo" mas... prometi... resta ver onde chega ou se... depois disso... alguma coisa resulta!


Obrigada... a ti!













princesa
(qualquer coisa parecida)


"Um dia vou ser feliz: hoje é o dia"

Noite de Promessas - a dobrar




WALKING TO HAWAI

Falling feels like flying
Until you hit the ground
And everything is beautiful
till you take a look around
So let it go

Turn the bow into the wave boys
I feel a storm coming in
And every bridge we build we burn
And never learn to swim
No we never learn to swim
So let it go

Lead me to the edge and watch
See how far we both can drop
Let it all just slip away
Let it fade

Well walk to hawaii
A final sunset on the waves
The perfect girl the perfect place
To watch the world go down in flames
Wouldnt that be a shame
So let it go

Lead me to the edge dont stop
Beauty always had a cost
And as the air slips from our lungs
Well sing songs of love
Oh love, oh love...

segunda-feira, abril 21, 2008


Faz voltar o que tens porque é meu

Rever



Ouvi hoje dizer que quanto mais se consegue olhar para trás, mais se vê em frente. Fiquei por momentos a pensar nisso mas... decidi abandonar isso... não sei bem porquê!

Cada vez mais dou por mim a contar o tempo, a pensar naquilo que aí vem, que não promete nada mas ... é desafio dos grandes! Pode ser cheio de sorrisos, portas e janelas ou... pode ser um bater à porta que permanece fechada...
Assusta! Apesar de tudo, vem marcar a diferença do que é crescer com um suporte e do que é crescer suportando muito de nós!
Sinto-me baralhada com tanta coisa que penso, que muda, que é desafio e, principalmente, tudo aquilo que não depende só de mim e do meu esforço!

Para onde é que vai o raio do esforço? Por onde fica o desejo, a vontade, os sonhos...? Para que servem estes anos percorridos com cansaço e luta?

Incógnita que massacra e que, ao mesmo tempo, define como o tempo corre veloz, mais adiantado do que o ponteiro dos segundos que rodopia no relógio vezes sem conta e não se cansa disso mesmo...


Avalia-se o ano aos poucos... prefiro não o comentar... fica avaliado cá por mim e pelos sentidos, sentimentos e senti-qualquer-coisa-mais.


E agora? ... Não sei!
Passará agora a tempestade, as nuvens negras, para darem lugar ao sol que se espera faz TEMPO?!

Só Deus sabe o que virá, só Deus sabe o que será



Meio perdida...

A consistência dos sonhos


Até que ponto são os sonhos consistentes?
De que são feitos, afinal?
Sonho não implica ser algo muito rosa e surreal!! Pode ser real, possível de concretizar...
mas porque raio metemos os sonhos nas prateleiras mais altas do armário que temos em frente... bem bem alto que mal lá chegamos ou... não chegamos mesmo!!

De que são feitos os sonhos??

Pergunto-me tanta vez e todas as vezes... fico sem uma resposta... ou sem A resposta!!

sábado, abril 19, 2008

QUEIMA DAS FITAS 2008 - A chegar


A poucas semanas de chegar a festa que envolve toda a cidade de negro numa festa de estudantes (ou não, depende do contexto), muita cerveja, muita cor (no dia do cortejo)... a tradição mudou e vamos lá ver como é!Queima sem o tio Quim Barreiros ... mas faz-se, tenho a certeza, e maltinha não vai faltar!

É estranho ver esta Queima como a última (muito provavelmente). Começasse a pensar em tudo o que já está para trás: as queimas, latadas, jantares de curso, ... tudinho! "ai saudade!!" :) Mas... ainda falta o chegar ao fim. Antes... QUEIMA e as NOITES DO PARQUE!

Pois bem minha gente, este ano o cartaz é:

Sexta, 2 de maio

- Fingertips
- Dapunksportif

Sábado, 3 de maio

- David Fonseca
- Hands on Approach

Domingo, 4 de maio - dia do Cortejo

- José Malhoa
- Tiago Silva e ganda malucos
- Hi-Fi

Segunda, 5 de maio

- Primitive Reason
- Quinta do Bill

Terça, 6 de maio

- Clã
- Mind da Gap

Quarta, 7 de maio

- Yves Larock
- Jorge Palma

Quinta, 8 de maio

- Gabriel o Pensador
- Ez Special

Sexta, 9 de maio

- Anthony B
- Tiago Bettencourt

Sábado, 10 de maio

- James
- Mesa


sexta-feira, abril 18, 2008

Tudo sem...

... nada!

terça-feira, abril 15, 2008

um jardineiro cantor =)

Mais momentos musicais *



Tiago Bettencourt

O Jogo - Tiago Bettencourt

Momentos musicais... deliciosos!





Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer, sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior aqui
Está frio demais para apostar em mim

Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir...
Mas queres ficar...

Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar
Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói
Vem que nem o último a cair vai perder...

Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar
Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói
Vem que nem o último a cair vai perder...
Não... Não vai perder... Não vai perder!

Porque há momentos em que...

muita coisa irrita!
Depois passa!!!

sábado, abril 12, 2008

Só porque achei piada

Não é difícil gostar de alguém , mas quando se gosta , gosta-se e pronto, não h á nada a fazer.
Pensamos na pessoa o dia todo e olhando para o tecto perguntamo-nos onde estará a outra pessoa naquele exacto momento em que pensamos nela. Onde estás ? Ontem pensei em ti, hoje também , ainda agorinha mesmo estava a pensar em ti, e andamos nisto . Gostamos de alguém , não perguntem agora porquê porque mesmo que vos quisesse dizer nunca saberia a resposta. Eu não sei o porquê! as pessoas gostam de saber porque diacho gostamos nós de alguém e isto não é fácil de explicar. Convenhamos: vi-a uma vez ou duas , o que não é muito eu sei, mas porque raio tem de existir uma regra que implica vermos mais do que uma vez alguém para sabermos que gostamos dela. E depois, alguns puritanos perguntam-nos: " ai sim, gostas dela, então de que cor são os olhos dela? Como é que ela se chama?" Como se ao não sabermos responder a qualquer uma das perguntas ficasse assim provado que não gostávamos desse alguém . Mentira.


Quando se gosta quer-se que a pessoa de quem gostamos seja nossa, como se fosse um direito. E se estiver escrito no diário da republica" tanto melhor. algo como " Declaramos para os devidos efeitos que a jovem etc. e tal é propriedade de Fernando Alvim , sua e apenas sua, seu grande malandro!". As coisas infelizmente não são assim e já ninguém é de ninguém , já ninguém dá a mão, na melhor das hipóteses faz-se um "leasing", arrenda-se a mão ou coisa do genero . Não gosto nada disto. O que eu gostava mesmo era de lhe perguntar: de quem são essas mãos e ela dizer " são tuas!" De quem é essa boca? e ela responder " É Tua!" De quem é esse cabelo? " É teu!" Contudo as defesas apoderam-se de nós , sentimos o ritmo cardíaco a aumentar e "ai a minha vida a andar para trá s ", estamos com aquela pessoa de quem tanto gostamos e pensamos " não lhe posso mostrar que gosto já dela, senão est á tudo estragado!" temos oportunidade de estarmos juntos logo naquele dia e " ai que isto não é bem assim"

Talvez por isso eu não percebo este amor que pensa e reflecte . O amor, a paixão, o desejo - todos parentes próximos da mesma família não pensam muito, porque não existe uma lógica , uma norma a seguir, um " agora temos de ir ao cinema, jantar, teatro, exposição" e " vê lá o que está a dar na televisão !?" e " olha que eu não sou dessas" e ainda dez mensagens por dia!
Para mim basta-me saber que gosto - e gosto - e perceber que o meu corpo responde por mim - e responde. Não tem de haver pressa! - dizem alguns. Não têm??? ai não, que não tem!!!

O desejo não me parece ser algo tranquilo, é exactamente o contrário, é stressadinho , fuma cigarro atrás de cigarro - saia da frente que tenho pressa! - o desejo buzina ao cair do sem á foro verde, é taxista em hora de ponta - saia daí senhor! - quer passar à frente de todos tipo Chico espertos tem urgência em chegar, quer ser r á pido para se manifestar junto de quem gosta.

Quando gosto de alguém , não quero saber se aquele ou o outro acredita nisso, não me interessa até perceber se ela própria acredita. O que interessa mesmo é que eu sabia disso e sei - é que eu acredite - e acredito - e que seja verdade - verdadinha!!!!!!!!!


ALVIM

Livros "por uma noite" (2)

Hoje, quando acordei, a primeira reacção foi procurar o que havia lido ontem. Deparei-me com algo mais do que o que procurava... apareceu-me isto (lamechices, diria ou direi eu um dia, qui ça):

“Imagina que te escrevo em voz baixa. Falamos sempre baixo quando queremos que acreditem nas nossas palavras. E tudo o que aqui escrevo é verdade.
Escrevemos porque ninguém ouve. Escrevo-te porque estás longe, numa cidade onde o nevoeiro roubou o ar ao sol e as pessoas pensam mais do que sentem. Se ao menos estivesses aqui ao meu lado, passava-te a mão pela nuca, puxava-te ligeiramente os caracóis e então tu fechavas os olhos de prazer e eu sentia-te próximo. Mas isso agora não é possível…”
…
“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.”
…
Quando estou aqui sentada, a namorar o mar e a escrever este diário por ti e para ti, porque é mesmo para ti, meu querido, longínquo e quase impossível amor, sinto-me feliz e não me sinto só. Sei que a minha crença inabalável, a minha energia amorosa e o meu desejo eterno por ti irão alcançar-te e tocar-te de alguma forma. Não me perguntes como, mas sinto que é possível. Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E, neste momento, tu és a minha mais bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguém sabe se será frutífera. O objectivo não é o mais importante, mas sim o caminho que se percorre para o alcançar.
Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Será que sentes a mesma força? Quero acreditar que sim, mas no fundo começo a sentir que não…”
Margarida Rebelo Pinto

Livros "por uma noite"

Ontem, fui desafiada a sair de casa à noite! Tinha pensado ficar pelo meu espaço e tempo mas... o desafio pareceu-me simpático.
Saí para a rua. Uma brisa fresca escorria-me pela cara enquanto caminhava num passo apressado para chegar ao carro que me esperava. Entrámos e fomos pela estrada fora... até ao destino que nos acolheu, a nós e mais pessoas.

Uns passos perdidos por entre as pessoas que andavam com um ar tranquilo (talvez porque sexta-feira tranquiliza mais as pessoas) e encaminhei-nos para um espaço de música, livros e mil coisas. Quis passear perto de livros...uns conhecidos, outros que nem nunca sonhei ou vi. Sentia-me perdida no meio de tantas palavras. Procurava títulos que me chamassem a atenção e me levassem a ler o "resumo breve" que guarda, habitualmente, nas costas. Poucos foram os que me chamaram a isso... títulos apelativos, a falar de sentimentos e emoções mas... não encontrava muita coisa.
A menina que me havia levado procurava qualquer coisa nova para levar e ler. Baixou-se, mesmo junto à prateleira do fundo, juntinho ao chão, e pediu-me opinião. Quando me baixei, deparei-me com 3 livros ... apenas um deles me fez, repentinamente, recuar no tempo (não muito atrás, apenas uns meses) e sentir um aperto que havia sentido ...
Eu já lhe havia pegado, tocado e lido "as costas"... tudo encaixava na perfeição ao momento que começava a ser penoso e pesado; ao compasso de espera que queria que terminasse mas..não conseguia fazer-lhe frente e encontrar um fim porque... a esperança parece imortal!
Sugeri-lhe então o "tal" livro! Porque tinha ouvido falar "bem" dele e ... porque ... porque sim!
Peguei nele com algum jeito enquanto ela fazia "qualquer coisa" e... virei-o de costas... já não me lembrava bem tudo o que havia lido mas... deixei-me de "coisas", e comecei a ler, lentamente, cada palavra que deslizava em cada uma das linhas... dizia...

“Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.”

Diário da tua ausência, Margarida Rebelo Pinto

Quando acabei de ler não sabia bem onde meter todos os pensamentos... os sentimentos, tentei que ficassem onde quer que estejam agora... veio-me à memória uma cara, um tempo que não sei se já passado se ainda esquecido por entre a correria dos dias e da vida madrasta... mas... li!
Recordei...

quinta-feira, abril 10, 2008

Parabéns, Mariota =)





Hoje é o teu dia e melhor que uma música mais calma... esta sim, marca tudo o que podemos mudar às 3h da manhã ou a qualquer outra hora do dia =)

Tu és importante!!
Poderia ficar aqui a escrever mil coisas que sinto e que me lembro quando penso em ti e na pessoa que és para mim e na minha vida! Mas acho que deixo isso para ti... sabes bem onde chegas em mim e nos outros =)

*

segunda-feira, abril 07, 2008

"Sou como a noite"




Nunca tinha ouvido... e soube-me bem!
Fica para quem começa a ouvir Lúcia Moniz agora ;)

*

Só porque gostei

domingo, abril 06, 2008

(Abril) águas mil



Vejo isto muitas vezes.... (sem guarda chuva)!
Desenhos infantis em que apenas uma única personagem desenhada apanha chuva...
Normalmente é sempre a personagem do próprio “artista”...

Com isto recordo-me sempre de um video-clip um bocadito “antigo” – Bad Day...
No video vemos 2 personagens desconhecidas...
Ela desenha, num placard gigante de publicidade, uma nuvem com chuva por cima da modelo...
Ele desenha um guarda chuva na mão dela... Ela riposta desenhando um carro a fazer saltar a água estagnada de uma poça e ele desenha uma barreira que impede a água de molhar a senhora....

No fundo a questão reside apenas no limiar da fronteira...
Quem está de que lado... quem quer ultrapassar ( ou não) o limite...
No fundo o que temos para nos proteger....

Um dia li uma história (um pequeno conto) de uma rapariga que perdera 3 pessoas importantes em dias de chuva e que desde então andava sempre de guarda chuva. Usava-o sempre, independentemente do tempo.. Usava-o porque não se queria molhar, temia a chuva, a tempestada, o dilúvio. E o chapéu de chuva era a sua arma, a sua grande defesa...

O Narrador diz asssim, na noite em que ela lhe confidenciou o segredo do “guarda chuva”:

“ Na nossa única noite beijámo-nos pela única vez e, creio bem, por um único motivo: chovia demasiado, do céu e dos nossos olhos, e eu não sabia o que fazer e ela não tinha mais nada para dizer.”
O Playboy que chora nas canções de amor

Porque há dias de chuva... convém lembrar o ciclo geral da água (que perguntei á pouco tempo a um menino e ele descreveu-mo detalhadamente =)...

Gosto mesmo de guarda chuvas...
Aliás ando sempre com um em dias cinzentos.
Não vá ser preciso...

E falando de chuva... lembrei-me agora: Estamos na Primavera! =)
(e não é que ela volta sempre?) =)

sexta-feira, abril 04, 2008

... "passado recente" ...

Há coisas que nos fazem recuar no tempo, no espaço, na alma, na vida... Lúcia Moniz é mais uma das minhas bandas sonoras "da vida".
Sempre me soube bem ouvir música e ter "coisas" associadas a músicas.

Há dias em que remexemos em mil coisas e não se sabe bem como definir a forma de estar...
Apetece ouvir coisas que nos lembrem momentos mais calmos e "revivê-los" por dentro como se voltassem a acontecer...

Sinceramente... apetece-me apenas ouvir...
Ficar... encontrar(...)






"A Vida Segue Lá Fora" (in Magnólia)



"Leva-me P'ra Casa" (in "Leva-me p'ra casa")

sábado, março 29, 2008

Um dia desses...


...Por volta dos meus ternurentos 16 anos (porque fica sempre bem qualificar essa faixa etária com adjectivos que incitem a imagem mental de inocência e fazem parecer a idade que temos hoje como um posto de maturidade :S), enquanto ia a pé para casa na companhia de uma amiga parámos um bocadinho para conversar na bifurcação que nos separava.

Pouco tempo depois chega um senhor, na casa dos 70 quase 80 anos (note-se que as idades neste post são um factor importante). Vinha de bicicleta e trazia uma criança nela (um bocadinho ranhosa, no sentido mesmo literal da palavra, e que deduzimos ser a neta).

Não o conhecíamos mas aproximou-se de nós e assim descontextualizado disse sorrateiramente: “permitam-me que vos dê um conselho: Não namorem! Façam-no apenas depois de terem o “canudo” na mão.” E continuou a discursar uns largos minutos sobre o que ele entendia como sendo a beleza do amor e a maturidade que as relações mereciam, bem como a racionalização necessária para não nos perdermos nele em detrimento de uma vida profissional.



Na altura achei completamente inoportuno e nem liguei nadinha ao que ele disse, na minha opinião um fundamentalismo “barato”. Na verdade, nunca mais me esqueci deste episódio.

Ao longo do meu crescimento fui percebendo as palavras dele (mentirinha! Mas é um pretexto para contextualizar a história que vem a seguir de quando um amigo me ludibriou dizendo que me levaria a um local mesmo especial, um monumento, e fui transportada para a fábrica de Sumol, na altura em que era viciado por esta bebida (lembro novamente que estamos a falar da faixa etária dos 16 anos- eu disse que as idades seriam um factor importante deste post), só mais tarde descobriu o álcool – aproveitem o momento para reflectirem acerca da maturidade dos homens (que tinha sido alertada inicialmente pelo senhor da bicicleta a par do “Não namorem” (a lembrar que os velhinhos presenteiam-nos sempre com palavras sábias, quer dizer, pelo menos quase sempre!).

O caricato da coisa é que passado sensivelmente 3 a 4 anos fiquei a conhecer este senhor, o Senhor Raul e desde então já tivemos muitas conversas.
Gosto mesmo do Senhor Raul e ele diz explicitamente que se não fosse tão velho se casava comigo (numa cumplicidade disfarçada!- primiero "não namoraem, não namorem", mas casar já pode ser =)), diz que de todas (à frente de um bando de gente) nutre um carinho especial por mim e que sente muitas saudades do meu sorriso (aprendi que com o tempo os homens acabam por refinar os piropos e que a idade nos faz nunca levar a mal aquilo que dizem).
Sei que pergunta sempre mas sempre por mim quando não me vê.

O Senhor Raul:





Ensinou-me que o antigamente e o hoje em dia não sobrevivem sem afectos.
Ensinou-me que o respeito é o mais importante nas relações e que um e outro nos contagiamos mutuamente na troca de histórias (vá, mais as deles…).

Ensinou-me o quão pequenina sou e a falta de humildade que teimamos ter em não querer "ouvir" os mais velhos e em teimar entendê-los sempre "descontextualizados!"
Ensinou-me a importância de ouvir, ou melhor, de escutar…
Ensinou-me….

Diz que o que mais queria na vida era estar vivo para o meu casamento…
Digo-lhe que apadrinhou-me “no saber querer muito bem a felicidade de uma pessoa”.
No fundo, casámos duas gerações de “esperança”….
A minha pela (suposta) juventude (sim, pq já não tenho 16 anos - "Ohh tempo volta para trásss...")…
A dele, pela esperança de “um amor que tudo pode, tudo crê e tudo suporta”… ( chamo-me mesmo assim: esperança!"

http://www.sonybmg.pt/Includes/Modulos/PopupAudio.php?Dir=DIR_V_AUDIO&NomeAudio=adriana_calcanhotto/01_Um_Dia_Desses.mp3

Porque esta música também é um tanto ao quanto caricata tal como a situação!

Tenho esta suposta mania de querer transformar histórias banais em contos de fada do séc. XXI…
(Perdoem!)

«fazer de conta que já estou no meu lugar»






Como, algumas vezes, "fazemos de conta" que as coisas estão bem e que são assim mesmo, como queríamos que fossem e tentamos que sejam...

mais cedo ou mais tarde, a realidade assalta e ... !

"CASA (vem fazer de conta)"




[tudo porque fala do "fazer de conta" e sempre gostei muito disto]

*

terça-feira, março 25, 2008

Faz de conta...


Nas brincadeiras de crianças, nas simulações de mundos de crescidos não pode faltar a cena do famoso “ e depois?” ao qual os intervenientes do jogo pensam apressadamente numa estratégia, colocam-na aos seus pares e consoante isso desenrolam a acção…
E depois? Perguntam….
Depois ele sai de casa e vai à rua comprar o que é preciso e encontra o amigo….

Há momentos em que apetece mesmo perguntar…
E depois?

E era agora que eu entrava imponente e ninguém descobria a minha forma doce…. Mostrava-te um olhar seguro e não confundia autoridade com autoritarismo…
Reconheciam-me a lucidez de perceber-te, de perceber-me, de percebermo-nos, tentando encontrar explicitamente uma deixa perfeita para não ser eu a decidir o que não queria mas para o fazer nas escolhas que orientava.
Fazia isso numa troca de humor irónico, inerente ao “salve-se quem puder”e assim agarrava desesperadamente a última palavra a dizer, em todas as escapatórias possíveis…
Admiravas os meus argumentos mas nunca te deixavas vencer por eles…
E só depois… é que me percebias a doçura….

Não gosto muito de “faz de contas”….
Nunca soube jogá-los….


Sem faz de contas….
Livre de estratégias demasiado pensadas…
Apenas ao sabor da realidade…
E depois?

Depois?
E agora eu aparecia assim….Eu era assim!
E a vida voltava a ser minha!




terça-feira, março 18, 2008

Conversas intemporais

Há conversas que temos que nos surpreendem como nossas…
È bom encontrar quem nos ouça e nos ajude a pensar (ou filosofar) no cantinho dos nossos conflitos interiores…




Ela:_ Não consigo conversar com ele...tipo nenhuma conversa…falhas na comunicação… tou mt agarrada às conversas k tenho com X e constatar k não tenho conversas tão agradáveis com mais ninguém faz virar as minha atenções para X outra vez...
...já não me lembro do contexto mas a certa altura perguntou-me se havia a possibilidade de as pessoas fazerem batota nas relações. Respondi dizendo k a única batota k podiam fazer era fingirem-se de mortas (no sentido de não serem verdadeiras nos sentimentos, permanecerem na apatia), o ideal seria ter acrescentado que na realidade o problema reside quando somos empurrados para o esquecimento.

Eu_num momento ou noutro tu acabas por esquecer partes de ti e partes dos outros...
Assim essas partes acabam por morrer mas isso não quer dizer que 1 dia não possam ser desenterradas!

_sim…mas acabam por morrer devido ao esquecimento dos outros.

_mas ás vezes nós próprios queremos que os outros esqueçam...
o problema está em QUEM esquece e O que esquece!

_ora aí está. Em cheio!
E o problema subsiste qd queremos tb esquecer mas não conseguimos.

_mas será que chegamos a esquecer totalmente???

_não...fará sempre parte da memória, contudo o modo como o recordamos é diferente, ou não…podemos recordar coisas do passado com nostalgia e felicidade.
o problema é qd vivemos o passado no presente
e queremos k se repita e não morra.

_eu diria que o problema então é querermos recordar e não conseguimos

_não..o problema é recordarmo-nos

_Estamos as duas a falar no pc. a usar o tempo como subterfúgio para desculpar as circunstâncias da vida. Porquê?

_não tenho resposta...

_é aí que eu quero chegar. A resposta para a vida de cada 1 está nas circunstâncias,
somos nós que construímos as nossas respostas, á medida que conhecemos,
pois todo o conhecimento acaba por ser auto-conhecimento.

_ admitir o k se conhece é que por vezes é complicado..

_ou admitir o que não se conhece…

_tb


Há conversas que nos surpreendem como nossas…

sábado, março 15, 2008

Saber ser(-se) importante para alguém

Outro dia sonhei (não sei se lhe chamo sonho ou pesadelo, mas vá...) que, depois da grande viagem com as amigas, na volta, o avião iria cair. Fiquei assustada com uma coisa... a sensação de quem nem toda a gente poderia ter a noção do quanto eu gosto delas e que não me esqueço delas, apesar do tempo e das circunstâncias e voltas que a vida dá. Pensei como é das coisas que mais complicadas se torna quando perdemos alguém num momento em que não temos ligação e não sabemos o porquê das coisas acontecerem.
Já tinha sonhado (neste caso sim, acho que pesadelo é o rótulo acertado) que num voo diziam-me "tens este telemóvel! Este avião vai cair! Liga para quem é realmente importante para ti e despede-te!" Lembro-me de me sentir aterrorizada e sem saber bem a quem ligar!! Rapidamente me ocorreu a ideia de ligar a "alguém" realmente importante e que precisava dizer algo mesmo importante! Ficou o pedido de avisar "os outros" de como gostava deles.

Muito lamechas mas, por vezes, dá que pensar. Principalmente porque, muitas vezes, penso que as pessoas sabem a importância que têm para mim mas... pode não ser bem assim! Apesar de tudo, acho que têm uma pequena noção pelos momentos, conversas, mensagens e palavras que possamos ter trocado e vivido...

Bom, fica então a "cena" de dizer que cada pessoa sabe um pouco do quão importante é para mim e que, se voltar a cair de avião num outro sonho, como nem sempre há oportunidade de telefonemas... aqui fica! Para pensar e para dizer que... os amigos são realmente do mais importante para mim!! =)


[este post foi mesmo estranho mas, ainda assim, não o relendo, decidi que o ia postar e ... cá está. Inté breve! Boa Páscoa]

quinta-feira, março 13, 2008

Aprender com os pequenos

Via-se uma sala meio baralhada! Pequenas vidas circulantes por cada espaço... a espera para que se sentassem já começava a tornar-se longa. Apressou-se a pedir que todos fossem escolhendo um lugar à volta do tapete do costume. Sentiu um abraço apertado... encontrou um sorriso e um olhar brilhante que dizia "Anda! Senta-te!" . Ela fixou-se um pouco naquele "pequeno grande" abraço e sorriu-lhe, "sem pensar". Pediu ajuda para despachar as coisas e sentarem-se juntos. Repetiu-se o abraço e o pedido. Ela sugeriu-lhe, atarefada, "senta-te e guarda um lugar. Eu vou sentar-me ao pé de ti mas antes vou pedir que todos se sentem" mas ele não se sentiu satisfeito e deixou escorrer um ar triste. No momento nem reparou mas, a pequena vida continuava agarrada à bata a percorrer cada lugar até dar a mão para garantir que se mantinha perto.
A determinada altura ela parou... olhou para trás e ali estava, sem deixar fugir, sem largar e à espera. Entendeu então que sentar-se com alguém é diferente de se sentar à espera de alguém. Ele queria aquele colo, ele deu aquele abraço, ele só queria sentar-se com ela, ao mesmo tempo, no mesmo lugar para procurar aquele colo. Ela nem tinha pensado nas coisas assim. Depois de parar, pegou-lhe na mão, deu-lhe um enorme sorriso e foram sentar-se! Num pulo ele sentou-se sorridente no colo dela e ... ela sentiu uma enorme necessidade de o abraçar, em tom de desculpas! Ele sorriu "daquela maneira" e ficaram assim...

Quando dizem que as crianças não sabem nada das coisas, que estão para aprender... é mentira! Aprendi que há uma ENORME diferença entre sentarmo-nos com alguém, ao mesmo tempo, naquele momento, e esperarmos por alguém sentados. É uma ansiedade na espera, é uma incerteza (de alguma forma)...! Quando menos se espera encontramos um abraço gratuito e um sorriso que delicia a alma! Uma simples e leve entrada pela sala vendo uma pequena vida dirigir-se ao meu colo com um ar sonolento mas um sorriso já solto é das melhores prendas que estes dias me vão dando!
Desengane-se quem acha que estar com crianças é só brincar, ensinar e sair cansado de um dia, com gritos e correrias... é mais que isso! Muito mais que isso!! Nem sempre se consegue ver o que está por trás de tudo mas... é um outro mundo! Os meus pequenotes são muito do melhor que tenho!

terça-feira, março 11, 2008

Paradoxos

http://www.youtube.com/watch?v=wO5cEb5jjog&eurl=


“ Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia”
Nietzsche


“Ocultar-se é um prazer, porém não ser encontrado é uma catástrofe”
Winnicot




domingo, março 09, 2008

Confiar...

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis



Colo(s)


Vidas cruzadas que nos ligam... Há quem fique a tempo inteiro e se torna colo, abrigo... quando o peito aperta e guarda um respirar acelerado e "acriançado"... Chegar e subir para o colo onde um abraço nos aconchega e acalma o que faz tremer a alma e perder o sentido de segurança... Hoje guardaram-me num colo para onde subi devagarmente apressada... um colo que ficou a tempo inteiro desde o primeiro momento... agradecer é pouco! A confiança ... é tudo!

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Não raras vezes ouço a expressão pensar demais (eu própria já a utilizei uma ou duas vezes antes de me aperceber que estava a dizer uma coisa sem sentido!).

Não pensamos demais, apenas pensamos!
Acho que utilizamos esta expressão quando não gostamos de nos confrontar com aquilo que pensamos, quando decidimos conscientemente ao invés de enveredar por uma decisão pouco ponderada, por ser repentina e onde temos mais oportunidades de nos desculpar se alguma coisa corre menos bem ou mais desencontrada do que queríamos…


Há mais margem de manobra para falhar e não nos vemos encurralados em alternativas plenamente plausíveis que teremos que escolher.
Não é pensar demais, é perceber apenas que não temos apenas um caminho…e que decidir custa… E que vamos estar lá para receber as consequências e depois (mais uma vez) pensar (demais) sobre elas…

Ás vezes quando estamos a pensar ficamos com cara de parvos…( que é como quem diz confusos)!
Mas… e não temos também o direito de ser “parvos”?
Não seremos ainda mais parvos quando tentamos ter um ar inteligente?

Fazer burrices não é antónimo directo de pensar inteligentemente.
É que infelizmente não há articulação perfeita entre acção e pensamento!

P.S: acho que pensei demais para elaborar este post =)

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

GPS??

Lembro-me das primeiras vezes que me perdi! Acho que não tive muito tempo para conseguir sentir desespero ou aflicção. Só me apercebi que foi mesmo sério quando me levaram até à minha mãe que chorava imenso!

Quando crescemos acho que perdermo-nos num lugar desconhecido torna-se mais leve e controlável. Encontramos sempre solução, relativamente fácil. Fisicamente, encontramos sempre a melhor saída.

E quando nos perdemos de nós mesmos? ... que GPS ou coordenadas serão as que nos levam ao nosso próprio encontro???









Sabes...?

Eu ainda não!


sábado, fevereiro 23, 2008

Imagens que falam



Acabei de passar no blog de um amigo e não resisti a "tirar-lhe" este clip que... é somente isto =)

Obrigada, Diogo.
[http://paletadesons.blogspot.com]

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Me(o)rgulhar


Empanquei hoje nesta(s) palavra(s)!
Não consegui identificar nada que as ligasse... pelo menos para já!
Posso, sim, orgulhar-me dos meus mergulhos, do "arriscar" ao longo da vida... mas... será um mergulho sempre motivo de orgulho?? Talvez sim!

Podemos ter orgulho no que fazemos mas também orgulho (ser orgulhoso) suficiente para silenciar perante determinadas situações... divagar por orgulhos e mergulhos!

Ainda está muito fresca esta ideia de mergulhos e orgulhos mas... a seu tempo, mergulho nela e devo orgulhar-me de a pensar.

Adormecida (a bela) !

http://www.youtube.com/watch?v=Kx9nWdDRp1s&feature=related

Ás vezes estamos estáticos…
Inertes… embrenhados nos nossos sonhos mais profundos…


Mas se alguém for com muito jeitinho…
Esperar com toda a paciência, ao mesmo tempo que nos toca….
A inércia transforma-se em envolvência…

Permaneço inerte, apenas à espera do sinal verde para atravessar a rua…

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

A minha irmã gosta muito de mim...

Sempre que lhe mando mensagens ela não me responde…
Sempre que falamos ela responde-me com menos de 4 palavras (senão vejamos “ Sim está bem ou a variante Não!
CONFIRMADO! (sempre menos que 4 palavras)).
Salvo o dia em que me disse: Isto fica só entre nós!... Não vale a pena ninguém saber que não sabes meter pilhas (o que esclareço desde já é falso, apenas lhe pedi para colocar as pilhas para não me cansar)!

Há uns tempos estava a minha mãe ao telefone e, de repente (estávamos as duas, eu e a minha irmã, em amena cavaqueira, quando no meio do silêncio ouvimos a nossa mãe a dizer:
“As minhas filhas estão a mandar beijinhos”)!

Entreolhámo-nos, abrimos os olhos à nossa mãe (nem sabíamos quem estava do outro lado da chamada e nem sequer tínhamos aberto a boca, são assim as amenas cavaqueiras com a minha irmã) …
A minha irmã olhou para mim e disse-me:
_ Vês, é assim que recebes beijinhos meus todos os dias!

E foi assim que falou comigo mais do que 4 palavras e sem ser interceptada anteriormente com uma pergunta.

P:S: Acho que nunca esqueceu, quando em tenra idade, lhe sugeria que déssemos um abraço de força proporcional ao que gostávamos uma da outra, e de eu gostar MUITO mas mesmo MUITO dela (para além de ter o dobro do seu tamanho)!
Irmãos mais velhos, deixo-vos um conselho:

Não tentem fazer o mesmo em casa. Pode ser perigoso e de repercussões irreversíveis!

Ahhh…. E cuidado.. não é visível à priori… Nessa mesma altura, quando a mãe perguntava à minha irmã: “ Se não fosses chata o que gostavas de ser?”… Ela respondia prontamente o meu nome (Atentem, não estou a ser chata quando vos aviso, aliás esse nunca foi o meu forte como viram pelo exemplo…) apenas prezo pela saúde das vossas relações fraternais…

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Só para ler

É bom quando nos encolhemos um pouco, de mãos entrelaçadas nos joelhos e deixamos ficar. Sentimos protegidos e ... quietos!
Melhor, é quando pequenos abrigos de palavras, como este, nos deliciam e confortam, ainda que com a distância que nos separam.
Li e ... soube-me bem!


http://amar-tesomente.blogspot.com/2008/02/possibilidade-de-amar.html

domingo, fevereiro 17, 2008

Consigo


"Eu consigo!" "Vou consigo!"


Podemos conseguir alguma coisa sozinhos ou acompanhados.
A verdade é que, tal como na vida, há significados diferentes para determinadas coisas que soam iguais. Nem sempre a clareza das palavras é igual à dos actos... resta que o tempo e as situações nos coloquem a definição das coisas e que consigamos, sozinhos ou não, encontrar o verdadeiro significado... acho que mais cedo ou mais tarde, conseguimos!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Atenção: post incomum!

“Agora, apenas sinto mais admiração por aquilo a que chamam pessoas comuns. Não existem pessoas comuns. Se temos a arte de fazer com que a alma do outro se abra, então, todas as pessoas são incomuns. Há uma riqueza extrema dentro de cada um de nós. É como nos livros. Ou sabemos tocar no mistério das coisas e, neste caso, o livro é bom. Ou não sabemos tocar no mistério das coisas e, pelo contrário, o livro é mau. Se Deus quiser, hei-de escrever mais alguns livros.”

Antonio Lobo Antunes


De facto, todas as pessoas são incomuns…
Mas a beleza do encontro, a arte de fazer com que as pessoas se abram na sua “incomundidade” (deixemos passar a palavra para não dar um ar demasiado erudito ao post) não acontece com todos…
Aí reside o mistério da vida e em último caso das relações…


E quem não o consegue fazer, por muito incomum que seja, vai ser sempre comum para nós porque não nos deixa marcas…
Hitchcock contou que acordou um dia a meio da noite com uma magnífica ideia para um filme e que, como todos os criadores, a anotou num papelinho para não a esquecer. No dia seguinte, ao acordar, encontrou no papel, uma frase só: “Rapaz conhece rapariga.”

E se é verdade que todas as pessoas são incomuns também é verdade que a riqueza que sabemos encontrar dentro de nós e deixar que transpareça numa troca sublime de humildade pode acontecer num encontro comum…
Mas cá para mim saber tocar no mistério do outro num encontro de dois é tudo menos comum…


Daí “ rapaz CONHECE rapariga” ser uma ideia magnífica…

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Uma noite - partilha(r)

Uns dias naquele que parece continuar a ser o meu local de eleição para um futuro... Lisboa!

Dias diferentes, longe de tudo o que é rotina, o grupo de amigos de sempre, os sítios de sempre, as coisas de sempre... tudo ficou para trás. Óptima ideia! Óptima opção... fugir!

Bom rever pessoas, rir, sentir todo o carinho, ficar em casa de alguém que nos faz sentir "em casa"... tudo isto é delicioso.. mas está quase a acabar...pena!

Ontem a noite foi deliciosa! Um jantar meio forçado contra toda a "não fome" que tinha mas em grande companhia. Conversa para aqui, acoli, e troca de companhia "até mais logo, talvez".

Inicia nova viagem, agora de metro, para outro lugar... rir porque a máquina de bilhetes pifou, mostrar BI, assinar folhas...rir! Rir ainda mais com a família... sair lançando convites mas acabando só nós duas... à busca da rua certa para um certo bar! Voltas e voltas mas chegámos! Tudo simples, como gosto! Sem grandes coisas, sem formalidade... um lugar "apetitoso"! Recepção do melhor!

Falámos imeeeeeeeeeeeenso... desde que nos encontrámos até parar naquele bar. Dava para uma noite inteira... incrível o dom da amizade e confiança!Até usámos expressões bimbas...credo! E falámos do futuro, dos projectos/planos, sonhos... de agora e mais antigos... tudo em cima da mesa junto com uma bebida com ananás e um chá!
Cantámos, rimos com as conversas com o (Sr) Sérgio, um copo, um chocolate, mais cantar, acompanhar fados... bom demais!!

Continuámos sozinhas, mesmo depois de um telefonema com uma possível companhia mas... a noite foi mesmo nossa e das nossas coisas :)
Não chegámos a todas as respostas, não entendemos tudo o que queriamos... ficou tanto por se saber mas... não temos respostas para tudo, tal como queriamos!


TEJO BAR - Alfama

Assim... guitarras por ali, cavaquinho acoli...

Um lugar óptimo! Uma noite deliciosa...

E quase de partida quando queria apenas chegar!!!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Ás vezes...

( postsecret)


Ás vezes (ou será sempre) pergunto-me se não me torno demasiado intrusiva em determinadas relações… porque sei que há pessoas que gostam muito do seu espaço e onde não estou hierarquicamente equiparada ao topo das suas prioridades…

Ás vezes (ou será sempre) pergunto-me se não me torno demasiado distante em determinadas relações…porque sei que há pessoas que gostam mesmo de partilhar o seu espaço e prestar contas diárias da sua vida numa troca de amizade…

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Operação Sandwiche - A Quaresma a começar

"Neste mundo, tudo tem a sua hora; cada coisa tem o seu tempo próprio:

Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
Há tempo de plantar e o tempo de arrancar;
O tempo de matar e o tempo de curar;
O tempo de destruir e o tempo de construir;
O tempo de chorar e o tempo de rir;
O tempo de estar de luto e o tempo de dançar;
O tempo de atirar pedras e o tempo de as juntar;
O tempo de se abraçar e o tempo de se afastar;
O tempo de procurar e o tempo de perder;
O tempo de conservar e o tempo de deitar fora;
O tempo de rasgar e o tempo de coser;
O tempo de calar e o tempo de falar;
O tempo de amar e o tempo de odiar;
O tempo de guerra e o tempo de paz."



Do livro do Eclesiastes 3, 1-8

terça-feira, fevereiro 05, 2008


«(...) Contudo, no íntimo, sei há muito que não existem chaves e que, para algumas crianças, nem mesmo o amor alguma vez bastará. Só que a fé na alma humana escapa à razão e desafia as frágeis certezas do nosso conhecimento. (...)»



in A criança que não queria falar, Torey Hayden




segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Porque damos beijos?

Nunca fui muito beijoqueira! Não gosto! Não encontro sentido nos cumprimentos…
Não quer dizer que não goste de beijos.. Gosto sim.. e muito! Mas em momentos especiais, e não quando aparecem como ritual…
Talvez isso não me diga nada, porque nunca cheguei a compreender a verdadeira razão para as pessoas fazerem isso: DAREM BEIJOS (note-se todos os dias, quando se encontram):


1-Dizem que foram os homens árabes que inventaram o abraço. Ao tocaram-se os homens das tribos nómadas do deserto certificavam-se que o outro não levava armas;

2-Os esquimós beijam-se esfregando os narizes e aproximando a face para sentirem a respiração do outro. Tudo estratégias para se aquecerem com o toque e defenderem-se do frio!

3-Os russos dão dois beijos na face e um na boca; os franceses dão três beijos e os japoneses não podem tocar-se ou dar beijos em público porque isso não é muito bem visto!

4-Dizem até que há lugares onde as pessoas não se beijam mas arrancam as sobrancelhas com a boca. Quanto mais sobrancelha se arranca, mais se gosta…

5-Há quem diga que os beijos tiveram origem no costume das mães que trituravam os alimentos na boca, para os transformar em papa, e os passavam de boca a boca para os seus filhos.

6-Outros dizem que os beijos nasceram da imitação dos pássaros a darem de comer às suas crias…

7-Outra explicação é que o beijo surgiu quando os homens das cavernas tiveram necessidade de sal na alimentação e começaram a lamber as caras porque o suor é salgado…

Na verdade beijamo-nos porque precisamos de afecto e de sentir a proximidade do toque, num como quem diz: “quero-te bem”!


Mas fazemos isso conscientemente quando beijamos ou fazemos disso um mero ritual de educação que a sociedade convencionou?
Eu sei que muitas vezes o faço por conformidade social…
E sei que se soubesse antes dos pontos 5 e 7 daria muito menos beijos do que dou…
Uma boa hipótese seria mudar-me para o Japão…

Segundo Haselton beijar é simplesmente um teste de sabor, porque a saliva contém um composto informativo sobre o MHC (complexo de histocompatibilidade principal) já que tendemos a escolher um parceiro com um MHC diferente do nosso para diminuir o risco de o útero expelir o feto (e procriarmos com mais eficiência!).


Para ajudar à festa há ainda a "doença do beijo" que é a designação comum para a mononucleose infecciosa.


As populações afectadas dividem-se essencialmente em dois grupos: as crianças pequenas, que são frequentemente infectadas pelos pais durante manifestações de afecto ("os miminhos") ou por outras crianças, já que têm pouco pudor em lamber objectos já lambidos por outros meninos; e os adolescentes, que são infectados quando começam a beijar as namoradas(os).
O que quer dizer que um dos "episódios gripais" ao longo da nossa vida não foi mais que mononucleose infecciosa.


Para além disso, muitos beijos, durante um longo período de tempo pode ser uma forma de os homens passarem alguma testosterona (pela saliva) para a mulher, aumentando a sua excitação e tornando-a mais receptiva a maior intimidade.


Enfim…
Benditos beijos!

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Definições (in)definidas

E se alguém viesse ter contigo e te pedisse ajuda...

"Diz-me o que é a vida: como é, como se sente, como se vive, como se vê...? O que é a vida?"

Responderias:


"A vida...

...é assim!"