
domingo, maio 23, 2010
Sabes de ti?

sexta-feira, maio 14, 2010
Dividir e partir
Perdemos o rumo com o desenrolar do novelo até então preso e entrelaçado. Quando deste por nós, estávamos a fugir do ponto de separação de viagens. Regressaste com calma e com um sorriso pela situação e... despedimo-nos! Senti-me bem ao levar alguns dos teus medos e tormentos comigo na bagagem e poder ter dividido alguns dos meus também.
A espera foi um tempo de fuga ao permanecer a pensar demais... de bilhete na mão, segui rumo ao destino desta noite. Viagem no escuro, com um sorriso simpático ao meu lado mas um silêncio interior que permaneceu por pouco... interrompeu-o a música. Procurei ouvir melhor as palavras cantadas, perdi-me entres as ouvidas e as escritas que irrompiam o compasso.
Não demorei a chegar, demorei a entender que o cansaço estava enroscado no meu olhar, a escorer-me pelo corpo e a calar-me a voz.
Cheguei a pensar em ti... escrevi para ti...
Shhhhhhh... ainda não abri a mala! AS nossas preocupações vão ficar lá fechadas até amanhã. Assim, dormes quieta, calma e bem.
Boa noite!!
quarta-feira, maio 12, 2010
Emprestas-me o coração por uma noite?
Há tantas e tantas situações em que o coração pode bater mais forte...
A vontade de dançar obedece mesmo a este príncipio, a ritmicidade faz-nos processar a informação errónea de que o nosso coração está a bater mais depressa, sinónimo de entusiasmo...
Ao invés, pode também denunciar uma ansiedade voraz...
O nervoso miudinho...
O nó na garganta...
As borboletas na barriga...
Tudo complementos essenciais de um coração que parece querer saltar do peito...
E como bate o coração agora?
Gosto desta transparência a que não podemos controlar. Há melhor sinal?
quinta-feira, maio 06, 2010
E para quando a hora do encontro?
"Tenho medo de te ver
Necessidade de te ver
Esperança de te ver
Inquietação de te ver
Tenho ganas de te encontrar
Preocupação de te encontrar
Certeza de te encontrar
Pobres dúvidas de te encontrar
Tenho urgência de te ouvir
Alegria de te ouvir
Boa sorte de te ouvir
E temores de te ouvir
Ou seja
Resumindo
Estou fodido
E radiante
Talvez mais o primeiro
Que o segundo
E também
Vice versa"
Mario Benedetti
quarta-feira, abril 21, 2010
As situações bizarras aparecem, sorrateiramente, como se pedissem a nossa atenção desmesurada. Captam-nos todos os sentidos como se ficássemos absorvidos na irrealidade. Há como que uma especie de paralização de realidade que nos envolve e nos faz questionar a vida.

Pois não é que vejo eu (numa missa numa das nossas ilhas) uma Senhora (pequenina e encurvada, de cabelo quase rapado e que à primeira vista identifiquei como uma turista asiática - pouca precisão e prespicácia a minha bahhhh) a passear-se por entre os bancos com uma máscara sobre a cara, evidenciando-lhe o receio da contaminação. Pôs-se à frente das pessoas a bater o pé como se se tratasse de um simulacro de tourada. Tinha jeito a mulherzinha, uma vez que também fazia barulho e tornava o gesto bem imponente com as mãos em riste sobre a anca!
Depois, continuou a sua avante importunando quem lhe surgisse à frente,até que chegou a uns miudos. Tocou-lhes nos ombros pedindo-lhe atenção e, num gesto brusco de surpresa tira a mascara que a protegia da gripe, coloca a mão dentro da boca e... como se de um truque de magia se tratasse... tirou a dentadura de forma gloriosa. Tinha um acentuado défice na dentição superior a mulherzinha (foi a sensação (se quiser ser delicada e usar um eufemismo para certeza =)) que me deu ao longe).Depois, acabou o espectáculo com uma vénia e em seguida perdia-a de vista. Tudo em silêncio!
Aprendi (para além de que sou capaz de me distrair na missa e que as máscaras usadas para a gripe A têm outros usos criativos) que estamos sempre a mostrar coisas nossas, a desvendar-nos silenciosamente a quem nos aparece à frente, de forma intencional (ou não). Que muitas vezes nos ridicularizamos sem a menor noção disso e que outras tantas ridicularizamos peremptoriamente o que nos rodeia.
Sem questionarmos a vida...
Sem que ela nos justifique a sua "normalidade"...
segunda-feira, abril 12, 2010
E quantas mais velas terei que apagar para a felicidade chegar ? ;)
"O jeito em que todas as coisas foram colocadas instigou-me à vocação selvagem da desordem; estimula-me o pensamento de desmanchar tudo: os sítios nos tempos. Porque a história tem de ser feita ao contrário."
Herberto Helder
sexta-feira, abril 09, 2010
Parabéns pelo "Bom Dia"
Uma expressão usada por tododos durante uma vida inteira. Apesar de tudo, poder ser transmitida de formas tão diferentes. Ao expressar um "Bom dia" podemos mostrar a nossa disposição, alegria, sono... tudo. Ao ouvirmos o "Bom dia!" podemos ficar mais sorridentes ou não, conforme as "vibrações" que daí advenham.
Pois bem, tive a minha primeira vibração de volta com o meu "Bom Dia". Apesar do sono, receber pequenada logo de manhã dá "pica". O "Bom dia" sai espontâneo e mesmo bem-disposto, vivo e cheio de garra (não fossem as carinhas deles sorridentes e as dos pais mais arrastadas). a Verdade é que consegui arrancar caras bem-dispostas que, antes da recepção de boas vindas, vinham sem expressão. No meio destas coisas todas, muito subtís e, achava eu, banalmente automáticas, recebo o seguinte:
"Parabéns e obrigada. Sabe mesmo bem um Bom dia tão bem-disposto!"
Fiquei sem grande reacção na altura, até porque foi tudo no fluir da chegada e organização das coisas... mas fez-me pensar. Realmente há muita gente com mau acordar e nem todos os dias são os melhores, bla bla bla mas... quanto mais nos dão de harmonioso, mais conseguimos que a harmonia deste novo sol comece a buscar o bom e deixar a cara fechada bem fechada no fundo da gaveta.
A todos um muito
terça-feira, março 30, 2010
E sempre que não me silencio...
Perguntaram assim a José Luís Peixoto:
Jorge Luís Borges imaginava que o paraíso seria parecido com uma livraria. Imagina-o assim também?
Miguel Sousa Tavares diz que vivemos numa sociedade que não se encontra mas que comunica. Diz que temos excessso de comunicação! Salienta depois a necessidade do silêncio, referindo que Chico Buarque escreveu um dia numa música:
"Esse silêncio todo me atordoa, e atordoado eu permaneço atento."
Ostenta que o silêncio serve para construirmos algo a partir dele. Há até um escritor que diz que quem fala demais nunca pode escrever um livro, perde demasiado tempo. Escrever não é mais que usar as palavras que se pouparam, diz.
segunda-feira, março 22, 2010
Da minha leitura da vida...

segunda-feira, março 15, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
“O mais ridículo nas histórias de amor não correspondido é saber que bastava pouca coisa, uma circunstância diferente, uma questão de tempo, para que os papéis se invertessem, fôssemos nós os amados e não os que amam.
Porque, parece-me, que amar alguém não é ao acaso, amamos quem muito provavelmente, por muito pouca coisa, nos amaria a nós. E, claro, mais ridículo ainda nestas histórias é que, por muito menos, era provável que a não correspondência fosse uma correspondência absoluta, infinita, desolada de tão maravilhosa, se o mundo estivesse virado para o mesmo lado, ao mesmo tempo, de olhos bem abertos e, depois, fechados, para selar tudo como num beijo, na altura em que o amor nascesse.
Apesar de tudo, há é que manter um caso de amor com a vida, como disse Alberto de Lacerda e acarinhar a memória desses bem-amados que, sem culpa absolutamente nenhuma, não nos amaram. Eu acredito nele e concordo que é o primeiro amor, o da vida, que leva pela mão o outro, o que há-de vir para ficar. Entretanto, beijar ao sol. Às tantas poderá essa luz revelar que quem está ali é a única pessoa que ao nosso lado devia estar.”
Ana salomé
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Calendário

segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Vento, chuva, frio e pensamentos viajantes
Agora, chega outra data festiva, o Carnaval: adorado por uns e odiado por outros, confesso que fico no meio! Claramente que acabo por viver muito dele por causa da pequenada que tanto valor e importância dá a estes dias em que o mundo da magia e imaginação é rei no mundo real; e onde todos podem sair um bocadinho da casca e divertir-se sem grandes medos ou vergonhas.
A manhã prometeu frio e chuva... ouviu-se um silêncio imenso e uma disposição igualmente mais silenciosa. As ruas estavam a acordar enquanto se abria a porta e enquanto percorria o caminho de todos os dias. A luz ainda teimava em ficar meio escondida por trás das nuvens e dos prédios altos. Abri a porta e estava tudo silencioso, fechado e parado, como se fosse a única pessoa a sentir o tempo correr e ficasse à espera que todo o resto do mundo acordasse.
Entrou-me pela porta o primeiro sinal de vida por entre o vento e a chuva e daí em diante, foi "sempre a somar", apesar do sono e da contagem até ao regresso, de uma forma breve, ao quente da cama que deixei "em aberto".
Dias chuvosos e frios dão que pensar: procura-se o aconchego que conforta e os únicos que vão vaguear são os pensamentos que se perdem por entre o frio, um palpitar do coração, o respirar da alma e o calor da fogueira.
Passado, presente e futuro encontram-se por entre recordações, imagens reais e desejos. Fecha-se então a porta, roda-se a chave, faz-se o caminho até ao conforto de um lugar quente, na melhor companhia para uma conversa que vá fluindo... até o sono chegar e envolver tudo...até ao dia seguinte que se deseja melhor.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Gosto daquela ideia romanceada de que cada ruga conta uma história. Como se a inspirar a metáfora bonita do passar dos anos como sinónimo de riqueza de experiências.
Em boa verdade, ser sénior não é necessariamente símbolo de mais sabedoria mas sim da representação da acumulação de estórias.
Com efeito, à medida que vivemos mais tempo, temos cada vez mais tendência para nos diferenciarmos e termos cada vez menos pontos em comum - E tornearmos cada ruga como um traço vigoroso da benesse que é vida. A nossa própria vida… assim… vincada também pela diferença…
sexta-feira, janeiro 29, 2010
E se todos os “olás” escondessem trocadilhos?
Estava de regresso do Porto, erguida na penumbra, enquanto se augurava a vinda do Comboio...
Passa por mim um Senhor e olha-me fixamente nos olhos enquanto eu finjo que não me apercebo... E faz a ronda uma e outra vez, até que decide interpelar-me com um: "Vamos para Lisboa"?
(Como se desejássemos todos ir ao encontro da nossa capital privada, como sinónimo de mais oportunidades, da fuga das pequenas rotinas)
Franzi o sobrolho na tentativa de fazer a carantonha mais assustadora que conseguia (pensando para mim mesma: Confirma-se: só atraio deficientes, velhinhos e... doidos".
E continuou: "Se eu tiver uma boa viagem, também vai ter"
(Como se esta coisa de dependermos uns dos outros fosse mesmo verdade!)
Deduzo que a minha cara tenha desprendido uma expressão ainda mais assustadora mas não resisti em responder: "Mas o que é que o senhor quer?")
(Esta estúpida mania de não sabermos esperar, de desconfiarmos de tudo o que não seja expectável e impormos barreiras em tudo o que não nos é familiar. A velha história de associarmos o termo viagem a esta coisa que tem o nome de vida e que teimamos em querer sempre que seja boa.)
Não me respondeu mas depreendi que quisesse um pouco de conversa trivial e assim foi.
Quando o comboio chegou despediu-se rapidamente dizendo que tinha que ir para a frente.
(aliás, queremos sempre todos ir à frente… sempre em frente…)
“ Eu disse-lhe, se eu tiver uma boa viagem também vai ter. Posso conduzi-la?” – Disse ele e desapareceu em passo rápido.
(Sim, era o maquinista. Sim, às vezes tenho mania de romancear a vida, como se fôssemos sempre conduzidos por outros e condutores de outros. Sim, às vezes aparecerem-nos só pessoas simplesmente à procura de vida. Porque viver é dizer “olá” a tudo o que nos aparece sem grandes barreiras).
Mas eu nunca fui romântica… E segui viagem…
"Pudim de Natal" by João Manzarra
Numa sequência de vídeos (a velha saga de ver um e depois puxa-se de outro, e outro...) não me cansei de rir e ver as formas de estar. Fica a música que ficou no ouvido e dá pa cantar "músicas de natal para a páscoa" ;)
Enjoy it!!!
domingo, janeiro 24, 2010
"(Só) P'ra Sempre" =)
Descoberta, por acaso (ou não)! Lúcia Moniz, uma grande portuguesa:)
Ando sobre água
Perdida na corrente
Navego a direito
E vou de trás p´ra frente
Ando sobre a água e o vento está quente
Hoje olhei p´ra ti
E não vi o que eu queria
Liberdade à noite
E a solidão no dia
Hoje olhei p´ra ti
Senti-me tão fria
Tão só...
Agora diz-me o que é que eu vou fazer
A dor é forte e eu vou sobreviver
Eu não me entrego, fico
Longe de ti
P´ra sempre
Longe de ti, sem
Poder pensar no que eu faço
És o meu último fracasso
Hoje quis ser tudo
P´ra ti até morrer
Olhar para nós
Ver cidades a arder
Hoje quis ser tudo
Até me esquecer...
... até me esquecer
Eu vou-me embora e tu vais ficar
Só p´ra ver
E já não há nada a perder
Agora diz-me o que é que eu vou fazer
A dor é forte e eu vou sobreviver
Eu não me entrego, não volto a ter
Mais ninguem
Só, p´ra sempre
Longe de ti sem querer pensar
No que faço
És o meu último fracasso
quarta-feira, janeiro 20, 2010
"O segredo" sugerido
Percorremos os lugares de sempre, numa "parecida rotina" de sempre. Saltitámos das fotos para o bar. Trocam-se palavras e opiniões entre o saborear de algo mais doce e apetecível... que bem que sabe!
Após o momento de pausa segue-se a passagem mais que obrigatória pelo mundo dos livros dos mais pequenos (o espaço infantil tem cada coisa fascinante que, não fossem os preços mais que redondos e elevados, traríamos uns quantos livros de cada vez que ali passassemos). Mexer, remexer! Avançar e recuar; abrir, folhear, trotear umas breves frases do livro... ali ficamos sem noção da rapidez com que o tempo passa e deixamo-nos levar.
Entre um livro e outro, gargalhadas e piadolas, a minha maravilhosa contadora de histórias (com quem partilhei 4 anos de curso e agora, quase 1 ano de vida na capital) que delicia os ouvidos de quem a houve contar (não ler) uma história, começou a declamar com aquele seu jeito e magia, uma das histórias que tinha decidido trazer comigo. Começámos a empolgar-nos e, olhei para o lado quando vi um sorriso simpático de olhos postos em nós. Ali ficámos por mais uns minutos. Na continuação daquele momento saiu por detrás duma estante a "senhora do sorriso simpático", pedindo licença para dizer uma coisa. Veio parabenizar a minha contadora de histórias pois achava que ela devia conseguir transmitir aos meninos a magia dee sonhar ao ouvir histórias :) Depois descobriu que éramos educadoras e ali ficou um tempo a falar de coisas dela e a dar os parabéns da capacidade de fazer a pequenada sonhar.
Aproveitou para dizer que esteve algum tempo à espera do momento certo para a abordagem mas, como não encontrou fez questão de ganhar coragem e não ir embora sem dizer o que queria, mesmo podendo não servir nada.
Perguntou se poderia sugerir mais uma coisa... acompanhámos a senhora até outra estante (de livros mais "crescidos" e onde raramente passo os olhos). Sugeriu que conseguissemos ver o filme antes de passar para o texto do livro: "O Segredo" de Byrne Rhonda que diz-se falar da lei da atracção. Vincou muito que aquele livro a tinha feito mudar muito da sua forma de vida e deu alguns exemplos. Pouco depois, após breves minutos a conversar (mais a ouvi-la) voltámos ao nosso caminho com uma sensação estranha mas... ficámos com o bichinho da curiosidade quanto ao filme...
Fica a sugestão aberta a todos... :)
Qualquer um pode ser abordado por alguém nos sítios mais normais, mais comuns só por olharem para a forma de estar do momento e, quem sabe, não nos podem ensinar alguma coisa.
Naquele momento, reparei que... não perdemos nada em dizer o que pensamos: dizemos e cada um faz o que quiser com o que lhes é dito mas, fica dito e isso pode fazer a diferença :)
quarta-feira, janeiro 13, 2010
terça-feira, dezembro 29, 2009
Quando fazemos dos lugares a nossa casa...
Gosto mais de pensar que fazemos dos lugares onde estamos a nossa casa...
Que podemos ter o espírito nómada mesmo estando no sítio que nos habituou a viver...
Que somos sempre convidados a entrar em novas casas e a reconstruir sempre a nossa...
"
A nossa casa ,à partida, dá-nos espaço para podermos viver..
Como construir uma casa?
(aceitam-se sempre sugestões de engenharia e arquitectura ;))
sexta-feira, dezembro 25, 2009
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Mais uns (ex)certos
«Para todas as mulheres que viveram um grande amor.
A todos os homens que o perderam»
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Cântico Negro

quinta-feira, dezembro 03, 2009
Há na intimidade um limiar sagrado,
encantamento e paixão não o podem transpor -
mesmo que no silêncio assustador se fundam
os lábios e o coração se rasgue de amor.
.
Onde a amizade nada pode nem os anos
da felicidade mais sublime e ardente,
onde a alma é livre, e se torna estranha
à vagarosa volúpia e seu langor lento.
.
Quem corre para o limiar é louco,
e quem o alcançar é ferido de aflição...
Agora compreendes por que já não bate
sob a tua mão em concha o meu coração.
Anna Akhmatova
segunda-feira, novembro 30, 2009
Aconteceu...
quinta-feira, novembro 26, 2009
domingo, novembro 15, 2009
Os exclusivos das estórias demoram-se sempre pelo caminho…
Apetecia-me afagar esse teu ar fatalista com abjurações falaciosas…Cobrir o teu medo de suavidade, à semelhança do que faz o som de música caseira às preocupações laborais…
És meu convidado neste despertar, onde a espera é censurada… Sustemos a respiração para não fazer muito barulho porque sabemos que o silêncio enternece… Um silêncio que se esfrega contra todos os poros da pele…
Proferes, cuidadosamente, as palavras da trama que escondes (convencendo-te de que quanto mais verdadeiro, mais poético) e ludibrias-me com a tua sagacidade… mas bem sabes que sempre gostei de versões diferentes…
(Cover de Pixies)
sexta-feira, novembro 13, 2009
"1 Mensagem de..."
quinta-feira, novembro 12, 2009
O Segundo Desejo

terça-feira, novembro 10, 2009
O primeiro desejo
Concha ficou em silêncio. Até que no seu espírito encontrou uma solução.
- Então vais fazer uma coisa mais difícil: escondes o meu coração dentro de uma concha no fundo do mar e eu fico cá para a minha Mãe não se sentir sozinha.
(...)
O seu coração vivia numa concha, perdido no fundo do mar. Ninguém sabia onde ele estava. Nem mesmo ela. Só o Génio, mas os génios não aparecem quando nós queremos (...) podia até dar-se o caso de ele nunca mais aparecer.
"Não faz mal", pensava ela. "Se alguém encontrar o meu coração, há-de descobrir onde moro e um dia eu vou tê-lo de volta."
(...)
Todas as noites sonhava que vivia dentro da concha onde estava o seu coração e foi assim que conseguiu crescer sem elouquecer de tristeza.
(...)
Concha nunca contou à Mãe o que o Génio fizera. Mas ela sabia, porque as mães sabem sempre tudo. Nem sempre revelam que sabem, mas sabem sempre.
Por isso a Mãe nunca lhe perguntou onde escondera o coração
(...) uma pessoa tem de saber proteger-se quando está muito ferida senão pode morrer. Foi o que Concha fez.
quinta-feira, novembro 05, 2009
Disseste-me que os lugares permanecem....
Sei bem que a memória é traiçoeira…
Sei bem que, por vezes, recordamos as coisas de acordo com as nossas percepções pessoais…
Sei bem que, fazemos por preservar determinados factos em detrimento de outros… ás vezes os melhores, outras vezes os menos bons...
Sei bem que o prazo da memória não é ilimitado...
Sei bem que construímos sempre as nossas memórias… e que também as podemos descontruir…
Mas ,e quando elas se começam a desvanecer sem que tenhamos nisso algum auto-controlo?
Contudo, o lugar que ocupamos permanece sempre... se não é em nós... é em quem está de perto...
"...queria fazer do amor um espaço que me ocupasse inteira."
terça-feira, outubro 27, 2009
Por favor podia distribuir o seu cuidar descomprometidamente?
Hoje apetece-me gritar este título bem alto...
E o que me impressiona mais é que, de facto, a plateia engrandece-se de comoção como se não tivesse atingido um outro estádio superior de desenvolvimento moral.
Não me incomoda perceber a inexistência de altruísmo puro mas fico com o coração apertadinho sempre que se descura (de maneira brutal) a beleza e o sentido da gratuidade.
sexta-feira, outubro 23, 2009
terça-feira, outubro 13, 2009
"Que entrem os noivos": Originalidade, ahah
Este é, sem dúvida, inesquecível pela diversão e animação...
[obrigada à doida que quer casar daqui a 2 anos e que eu faça parte duma cena deste género, eheheheh]
segunda-feira, outubro 12, 2009
Cá vou... aos empurrões...

E assim acontece o primeiro beijo…
E assim acontecem as viragens (às vezes com a ajuda de pequenos empurrões).
Acho bonita esta descrição, quase que à semelhança da cena inicial do filme colisão, que dita que vivemos de pequenos toques…
segunda-feira, outubro 05, 2009
Parabéns para o Dentro de Si Só
domingo, setembro 27, 2009

Já tinha estudado este fenomeno. Com chocolate! O adiar da gratificação.
A exigência da espera. A atractividade pelo que sabemos que não beneficiamos em ter à priori. O entrar em desepero na avaliação entre 2 ganhos circunstanciais. Comparar ganhos quantitativos e qualitativos. A concentração intensa naquilo que sabemos que não devemos fazer no momento. Resistir. Tolerar a frustação. Proibirmo-nos em detrimento de uma promessa abstracta. Desafiarmos os nossos desejos. Satisfazer necessidades com prudência.
Na verdade, continuo a estudar este fenómeno diariamente na primeira pessoa!
sábado, setembro 26, 2009
Boy From Ipanema
Este seu olhar - Diana Krall
quarta-feira, setembro 23, 2009
Pausa e sonhos

quarta-feira, setembro 16, 2009
Mania de relacionar(ções)

segunda-feira, setembro 07, 2009
Voltar à carga
Começa agora o arranque do ano. Etapas novas para se conquistar, a prova da confiança, o gerar de novas relações, novos rosto e novas aventuras a começar do zero. O calor começa a ter os dias contados e isso não ajuda, em nada, à vontade de saltar da cama ou a pensar no que os dias se vão tornar. O sol vai querer esconder-se quanto antes e não vai haver forma de apressar as coisas para o ver deitar-se!
Começaram os choros, as birras e a falta de regras que, com o tempo, vão ao lugar mas... demora! Dias com paciência de Jó outros em que apetece saltar da cadeira, abrir a porta, soltar um grito de desespero e regressar com a alma revitalizada para uns breves minutos de segurança e força... mas passa depressa!
É a isto que se chama o regresso ao trabalho, o final das “férias”... um desafio diário até se tornar rotina mais leve e ritmada, juntamente com a disposição para o acontecer diário das travessuras e progressos nas pequenas vidas que se tem em mãos.
Fica de parte o lado pessoal que se vai adiando para um furo no horário de trabalho ou, apenas se coloca na agenda para onde haja uma vaga, mas nada de prioritário nem agendado cuidadosamente... inadmissível mas... real!
Deixam-se para trás dias de enorme gozo, enorme prazer de viver e com uma envolvência forte de vidas e momentos, com a realidade fechada e a magia contada e contagiante ao segundo... sem perder um fio de luz, sol e sorrisos. Saudades... saudade é a palavra de ordem que faz tilintar o coração e brilhar os dois espelhos da alma. Recordar (trazer ao coração) cada bocadinho...por muito breve que seja o momento! Cansaço que prevalece sem dar tempo a que morra numa almofada, por uma noite apenas. Abraços que encerram o dia, olhares que fazem a manhã cristalina e tão mais cheia, por entre os olhos ainda a tremelicar o desejo de serem fechados... saudades!!
E assim, começa um novo desafio!
quinta-feira, agosto 27, 2009
“EU AMO O MUNDO QUE ODEIO" *
«Aqui estou eu...só, dentro e fora de mim, último passageiro da minha noite interior.»
É o que diz Al berto
Eu... digo que andamos sempre distraídos!
* do poema As Cinzas de Gramsci (1957) escrita pelo poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini
quinta-feira, agosto 20, 2009
Partida com regresso corrido
É altura da partida! Partida para a partida de uns dias diferentes e cheios, partida do cansaço que teima em permanecer no corpo mole e desgastado dos dias e das horas rotineiras e longas de dias e dias corridos entre tudo e todos os de sempre.
É hora de partida para o colo seguro daqueles que são eternamente marcados e tecidos,desenhados na vida.
Partida à espera de uma chegada diferente e, a aguardar uma partida com destino ao "regresso" da rotineira vida com aquele lugarm aquelas caras e todas as pequenas grandes mudanças que, um tempo afastada, podem trazer... e trarão.
Até já!!
quinta-feira, agosto 13, 2009
Dias
Poucos minutos depois,o toque da campainha começa a ser o sinal da chegada, a melodia de alerta da quebrado silêncio, que dá lugar a vozinhas familiares e engraçadas,nem sempre, começam a preencher o espaço (que cada vez se torna mais pequeno pela correria e brincadeira).
Ouve-se música de fundo misturada com os brinquedos a escorregar no chão, comos gritos que dão voz a tudo o que se passa para além do pequeno grande mundo da imaginação. Consegue-se divagar por entre tudo... a cabeça viaja com uma imagem de fundo em movimento e com as interrupções de chamadas de atenção...
quarta-feira, agosto 12, 2009
Escrevo porque não sei dançar como a Pina Bausch...
Há quase que um extase místico no compasso em que o pé se levanta voluoptosamente do chão..
Faz-me muito lembrar o que David Mourão Ferreira disse um dia. Que ter raízes é saber voar.
E assim, deliosamente em surdina, desnuda-se a melodia na acústica do sentir...
Um dia, hei-de descalçar a timidez, derrubar as paredes do meu corpo e estender a minha sombra no terraço... Deixar-me assim...conduzida pela Mazurca, mergulhando na noite enquanto cheira a céu estrelado!
segunda-feira, agosto 10, 2009
Calendário acelerado
a vida está marcada por uma agenda que tem imensas datas definidas como especiais/importantes. São estas que fazem dos dias do nosso calendário tão especiais. Comemorar datas importantes, recordar os amigos que vão entrando, passando e saindo da nossa vida... acabamos por ter muitos dias importantes e especiais em cada ano novo que chega e que parte.
Contar o tempo...
com os olhos posto no futuro. Passa igualmente pelos acontecimentos que estão por chegar e, desejamos ansiosamente rasgar os dias do calendário até ao dia e hora "daquilo".
É quando contamos o tempo, quando olhamos para trás e para a frente que conseguimos entender por onde andámos, no que nos vamos tornando, o que vamos aprendendo e a capacidadeque temos de saber viver e reviver cada coisa. Um leque de histórias, amores e desamores, mundos de magia, realidade... os eternos desafios e opostos que fazem sempre parte do que chamamos de vida e de tempo.
O calendário tem uma permanente tendência a aceleraro processo das coisas quando nos fazem sentir realmente bem, a velha história de o que é bom acaba depressa... realidade pura!
Vai-se contando histórias enquanto se rasga mais um dia do calendário de uma vida que, nunca se sabe quando chega ao fim.
sexta-feira, julho 31, 2009
Dúvidas do Universo
Deixa a saudade...
Um abraço.
segunda-feira, julho 20, 2009
I
O seu nome dizia tudo sobre ela. Clara!
Fazia por partilhar preferências. As suas palavras preferidas estavam contidas numa poesia:
"Usámos a dois: estações do ano, livros e uma música.
(- o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um aponta-mento)
Ingeborg Bachmann
II
"Um dia ele levantou-se e gravou numa fita tudo o que as pessoas diziam na rua.
Ray Loriga
Nada era Claro!
As suas palavras preferidas estavam contidas na vida!
Aliás, quando observou Clara conheceu-lhe o silêncio eufórico de quem perde (a timidez)...
Sim, Clara estava habituada a perder....
E, mais uma vez, Ray observou que o mundo, é tudo menos Claro!
(ganharam-se um ao outro _ por quanto tempo, não se sabe...)
terça-feira, julho 14, 2009
(Vi)Ver as coisas
Ver as coisas, vivê-las porque queremos que sejam vividase aproveitadas são as prioridades de um desafio enorme. O cansaço existe e nem sempre pode ser contrariado o sono mas, porque não dispensar algumas horas de descanso para dedicar a algo mais que possa tornar o dia e o bem-estar diferente?
Fica sempre a decisão entre aquilo que faz bem e aquilo que apetece realmente fazer (e acaba sempre por fazer bem de alguma maneira).
(Vi)Ver é querer procurar a novidade no que nos surge como proposta e que nos desafia a melhorar e conhecer mais e mais daquilo que a vida nos pode oferecer,por intermédio de alguém ou por pura vontade até à sua concretização.
Toca a viVer!
quarta-feira, julho 08, 2009

O sério institui-se nos nossos dias como sinónimo de honesto e isso constitui um problema para o humor ( que não é de todo antónimo de seriedade).
Diz-se, na gíria comum, que não se brinca com coisas sérias mas, na verdade, o humor relativiza os assuntos sérios.
Aliás, às vezes, é a deformação das coisas ( e se virmos o humor pode ser isso mesmo) que nos faz vê-las com mais clareza (senão vejamos o exemplo das caricaturas).
No outro dia ouvi alguém dizer, a propósito da designação de humor inteligente, que essa designação parece soar a "merda saborosa" porque pressupõe que o humor não presta e eleva-se com a adjectivação.
Na literatura faz-se o contrário, chama-se literatura light...
Díficil esta coisa dos limiares da adjectivação..
No fundo, sempre a respirar os nossos próprios preconceitos..
terça-feira, junho 30, 2009
domingo, junho 14, 2009
Há palavras que...
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(Começa assim este post por a protagonista ser uma criança)
quinta-feira, junho 11, 2009
De qualquer modo...
"De qualquer modo dança,
a teoria da poética que é não existir teoria e só existir poética
Gonçalo M. Tavares
sexta-feira, junho 05, 2009
O que é certo é que apareci na televisão sem que disso estivesse à espera (e tenho mesmo a impressão (vá certeza) que despenteada) - corroborando a teoria de que todos temos o nosso minuto de "fama".
O que é certo é que, por vezes, respondemos sem dificuldade a questões do âmbito geral, sobre ideologias que defendemos ou opiniões que a sociedade nos exige, mas quando toca a questões pessoais, fazemos por pensar nas respostas "politicamente correctas" em troca da nossa verdade. Isto acontece porque, invariavelmente, as impressões valem o que valem e nunca são o resultado dos bocadinhos de revelações que nos vão fazendo mas sim de impactos...







