quarta-feira, dezembro 24, 2008

Boas Festas



Natal é tempo de pensar
Natal é tempo de viver
É tempo de amar e oferecer
Oferece um coração cheio de ternura
Oferecer a nossa mão de amizade pura

Natal é a amizade
Natal é viver a paz
Natal é amor de verdade
Natal é Felicidade


Um Bom e Santo Natal para todos e Votos de um Bom Ano Novo =)

segunda-feira, dezembro 15, 2008

- Podemos falar no meio da rua para as pessoas nos verem junt(a)os?
- E se terminar em dança seja!

É uma coisa de que tenho pena...
Esta minha atrapalhação para as danças...
Dançar no meio da rua quando não se está à espera, porque apetece...
(vêmo-lo em muitas histórias)
Já não sei se gosto por ser um cliché usual a que nos habituámos!
Símbolo de liberdade interior, de sincronia momentânea...
Como se pudesse ser o único...
Ontem, dancei no meio da rua, porque apeteceu (foi só um bocadinho :s - era de dia e toda a gente via - se eu soubesse dançar bem, ainda vá que não vá, mas assim :s)...
Também o gosto de pensar como símbolo de brincadeira, de partilha da alegria da amizade...
E o mais giro é que da próxima vez que estiver num ambiente para dançar hei-de voltar-me a inibir nesta coisa que é o dançar...
Mas temos dias...
E ontem foi o meu dia de dançar no meio da rua =)

segunda-feira, dezembro 08, 2008



"Tenho a convicção de que um escritor acredita mais na palavra deus do que em Deus propriamente dito. E este modo de colocar a linguagem no quarto principal do palácio não é de forma alguma exclusivo dos poetas, pois também os que trabalham com leis confiam mais nas palavras do que na vida em geral. Ou seja: confiam menos nas coisas que vão acontecendo antes ou durante a existência do verbo do que no verbo propriamente dito.

Para descrever o aparecimento da Surpresa no mundo não há decreto-lei, mas haverá certamente um verso. Para a descrição da Repetição não existirá um verso, mas um decreto-lei que a entende, explica e prevê.

A vida inteira encontra-se, assim, coberta por palavras.

Apenas com vinte e seis letras se dá nome a todas as coisas do mundo e se explicam os inteiros movimentos de todas as coisas do mundo.

Mas isto é outro assunto, senhor Breton.O que lhe queria mesmo perguntar, senhor Breton, surge, afinal, de uma outra preocupação, e é esta: será que só a realidade onde a expectativa existe é que se pode transformar em verso? Isto é: poderá a poesia ser entendida como os momentos (plural) que antecedem o momento (singular) em que uma cadeira, por exemplo, se parte? Ou, dito de outra forma assim definitiva: parece-me que poesia é, nas palavras, o momento em que a linguagem está prestes a partir-se em dois.

E porquê?

Porque aí foi colocado um peso excessivo: os versos pousam palavras sobre a linguagem, palavras que, lado a lado, pesam mais do que o suportável. E a frase pode nunca cair, mas até ao fim dos dias promete cair, ameaça cair. E cairá.Ou não? O que lhe parece, senhor Breton?"


[in O Senhor Breton e a entrevista, de Gonçalo M. Tavares, Caminho, 2008]

uma história que podia ser assim

Caminhava na rua, sem destino aparente. Ainda assim, parecia procurar sempre o próximo cruzamento em que escolheria um caminho, ao acaso, sem parar para pensar. Parecia que caminhava por ruas vazias mas, estavam cheias, como aquelas noites merecem e, tradicionalmente, se enchem. Parecia deambular, com a cabeça perdida em algum lugar, que não aquele, e sem que uma única palavra lhe saísse da boca, sem que a cara tivesse alguma expressão que não a de um ar pensativo e distante. Cruzavam-se olhares sem que um sorriso fosse arrancado ou, inocentemente, perdido e "matreiramente" solto. O caminho foi longo... até se encontrar no meio de um grupo de amigos, exactamente junto à estátua no meio da praça. Só aí se soltou o sorriso, abraços e a magia da amizade de longa data. O pensamento ficou em "pause" durante algum tempo depois. Encaminharam-se, juntos, pelas ruas a subir, diferentes e desconhecidas em plena noite. No meio da multidão desconhecida e do conjunto de caras próximas e amigavelmente conquistadas num verão e numa vida... surgiu um sorriso perdido mas familiar. Brotou um sorriso maior e cheio de tão surpreso e feliz. O filme quebrou ali mesmo... Voltou a uma das esquinas, dos cruzamentos em que teria que entrar por uma rua ao acaso... lá foi! Passo a passo. De repente, sente uma voz soar ao ouvido... subitamente alguém vem na sua direcção, com o maior sorriso, mãos nos bolsos, ... fecha-se com um abraço apertado e um doce toque. Quebra-se o frio do olhar e aquecem os corações pelo encontro inesperadamente planeado. É levada pela mão para qualquer lugar onde nada importa. Ouvem-se risos, bebem-se copos, ouve-se música, sobem-se as escadinhas...tanta gente diferente e animada mas, o importante é que aquela companhia mantém a segurança a cada passo que avança pela multidão. Conversa-se sem parar, com brincadeiras, telemóveis a tocar com mensagens, risadas, piadas, ... fecha-se um momento com o cruzar de olhares que falam mais do que toda a conversa da noite. Envolve-se num abraço quente e sorridente e o silêncio quebra-se com um simples aconchegar de almas. Terminam a noite, a dois, em silêncios e palavras soltas "porque sim" sem uma ordem aparente de temas... e o resto... é um silêncio trocado em gestos e poucas palavras... só no silêncio da noite, no quente de uma lua!

Podia inventar mais histórias, sem um tema aparente...apenas debitar palavras e encontrar uma sequência que parece "lógica e organizada"... deixar que as mil e uma coisas que se ouvem contar se misturem numa só e resultem em qualquer coisa...
Histórias... muitas que ficam por contar... outras que ficam por se viver!

Apenas histórias...

Better - Jason Mraz




It's something like i apologize
It's something i still can't decide
But i know it gets better
It only gets better

And i want to say that it's not always easy
But it's simple that way
And i want to stay and play it out
But i still have my doubts
So you say it gets better
It only gets better
Better this way
Better, maybe it's better this way

Beautiful things they never stay, oh, the same way
They pass, oh they pass away, they always change
Who are we is who we are
When the act of love can get us so far
So good i wish you would
Think twice on me
'cause it only gets better

It only gets better
Better this way
Better, maybe it's better this way
Just give it some time
Just give it some space
Just give it some time, maybe it's better this way
Just give it some time
Just give it some space
Just give it some time, maybe it's better this way

So better
It's better this way
Baby, it's better this way
Just give it some time
Just give it some space
Maybe, yes maybe, yes maybe, yes maybe
It's better, oh, this way
Promise me you'll always be better
Better

Written by: Jason Mraz

domingo, dezembro 07, 2008

K's Choice - Wait




Porque já não ouvia faz tempo...

I hold it, I fold it
I throw it on the floor
I wrote it, but maybe I'm afraid
That you'll be bored

It's very real and true and sad
And hopeful just like me
It's one of those things I'll never tell
I'll carve it in a tree

I follow you, I watch you
I thank god you're in my class
I picture us in the schoolbus
And we're holding each others' hand

I need a plan for you to fall
In love with me and then
I'll make you marry me, I'll wait...


I never wear my glasses when
I know that you can see me
You act as if I'm not around
But deep down you must need me

I draw you, every single
Feature in my head
I try to do my homework
But I dream of you instead

I need a plan for you to fall
In love with me and then
I'll make you marry me, I'll wait...
I'll make you marry me
I'll make you marry me
I'll make you marry, marry me...
I'll wait...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Há 2 tipos de post´s! Este é um deles. O de baixo é outro!

Há uma tendência inata para dividir as coisas em dois tipos. Nos slogans, numa conversa, em argumentos explicativos, em teorias instantaneamente criadas, no âmbito de uma refutação, rotulamos tudo em dois… Facilita!

Há algum tempo vislumbrei num cartaz:

"Há dois tipos de pessoas, aquelas que gostam de ajudar e as que precisam de ajuda."

Ora, nada disto é totalmente verdade! O que é certo é que, de facto, ludibria muito bem os leitores e, em última instância, convence as pessoas a quererem, forçosamente, enquadrarem-se numa das duas (“únicas”) categorias existentes. Tal facto acaba por motivar o comportamento pretendido. Um marketing bem feito!
Para além disso, há que ter ainda em conta que, em última análise, todos nós, em diversas circunstâncias das nossas vidas vamos pertencendo a categorias diferentes, em função dos momentos.
Irrito-me sempre com dualismos reducionistas, porque no fundo existem tantos tipos de pessoas (ou factos) quanto quisermos…

“Fátima Cristina acha que o mundo se divide em dois tipos de pessoas: aquelas que acreditam ser possível comunicar com os mortos; e aquelas, ainda mais ingénuas, que acreditam que se pode comunicar com os vivos”

Rui Zink


"Just one more dance to help me sleep
Whirl, cold water eyes
Fill the past with friendly nights..."

sábado, novembro 29, 2008

"Não era/sou capaz"...

Não era capaz de chegar ao interruptor, de cozinhar, de conduzir, de preparar um pequeno almoço, lavar a loiça... hoje em dia tudo acaba por ser tão normal e possível que pouco me recordo de quando foi que comecei a saber ou ser capaz de fazer estas coisas.

Olhando agora...

éramos capazes de sonhar com imensa magia, de imaginar e inventar as coisas mais extraordinárias mas que hoje a capacidade é tão reduzida porque a teimosa da realidade interrompe cada momento mais tranquilo e mágico do pensamento mais infantil e sonhador dos crescidos. Ainda assim eles andam aí a gabar-se que são capazes de fazer mil e uma coisas que, as crianças, não conseguem. Mas elas não conseguem pelo seu tamanho, porque não têm destreza, porque ainda não conseguem aprender...
mas os crescidos, que tanto sabem e tanto dizem ter aprendido... nem sempre conseguem pôr em prática tudo isso.

Dependendo do patamar da pergunta, afinal quem não é capaz de quê?
A criança (que vai crescer)
Ou o adulto que as julga pouco capazes??

Não sou capaz de responder com certezas!

Depois de algum tempo...

Enquanto o tempo passa vamos adiando mil e uma coisas para fazer outro dia e com mais calma. É verdade... acontece a todos, a verdade é que há pequenas coisas que fazem a diferença se forem feitas com calma e com tempo. Escrever é uma das coisas que me parece que precisa de algum tempo.
Faz tempo que sentia vontade e saudades de o fazer mas parece que o relógio vai sempre marcando uma hora "à frente" daquela que seria tempo de escrever.

Parar e pensar exige uma banda sonora, seja ela o silêncio ou o barulho tresloucado de pessoas e carros na rua, de arrumações ou de um simples crepitar de madeira a estalar enquanto um quentinho invade o corpo.
O tempo passa com o estalar de cada tecla pressionada e que desenha palavras em segundos ... todas elas formam um desenho com sentido, pelo menos para alguns que as lêem ou, simplesmente, para quem as escreve.

Depois de algum tempo....
o ser humano vai-se habituando a rotinas, a hábitos, e as situações que vão fazendo a diferença de um dia começam a moldar-se aos poucos. Rapidamente (ou não), começa-se a verificar que as boas mudanças são rapidamente adquiridas e se voltam atrás mexem com muito do equilíbrio que já havia sido conquistado e trazido. Um grito que tinha deixado de existir levantam a pele "ao de leve" e por pouco não descontrolam um corpo por inteiro.
Difícil entender o porquê das mudanças e de algum "retornar" que possa surgir...

Depois de algum tempo...
pode sentir-se saudades de alguém que está a uns palmos e com quem se passa a maior parte de um dia. olha-se para trás e vê-se como o tempo corre rápido. Enquanto parece que se avançou um passo já está metade do caminho percorrido... torna-se estranho porque tudo avança como o vento e é imparável! Nem sempre frio mas... não pára porque se quer ou se manda!

Depois de algum tempo... sente-se como vamos crescendo... sem se saber propriamente como aconteceu!

quinta-feira, novembro 27, 2008

Um dos primeiros filmes da história do cinema foi “Chegada de um comboio à estação de Ciotat” em 1895 (dos irmãos Lumiére).
Mostrava apenas a chegada de um comboio à estação. Um filme de um minuto, sem narrativa e sem preocupações estéticas ou técnicas.

Actualmente, também se fazem filmes de um minuto (com uma história)….

http://www.theoneminutes.org/public/index.php?movie_id=20060679
que mostra o quotidiano…

http://www.theoneminutes.org/public/index.php?movie_id=20070743
que mostra segredos…

http://www.theoneminutes.org/public/index.php?movie_id=59
que mostra relações…

Hoje vi uma proposta giríssima de uma actividade que a editora do livro “O Mundo num segundo” fez às crianças na apresentação do seu livro:

“Pensem num segundo, um segundo maravilhoso e ofereçam-no a um colega”.

Estendo para minuto…
Gostaria de oferecer todos os minutos onde não existem preocupações narrativas, estéticas ou técnicas…
O minuto onde nos impelem a dizer que conseguimos algo, porque tentar não basta!

domingo, novembro 23, 2008

E ao anoitecer

“e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio e a difícil arte da melancolia”

Al Berto







E depois de saborear esse silêncio agridoce, enquanto me deixo consumir pela melancolia, enquanto respiro a tremura dos pensamentos…
Apareces e…
Inconsequentemente quebra-se a mudez… o toque dos teus sussurros incandescentes e escorregadios… Escorregadios de sentimentos certos, envolvidos na incerteza de mos contar… incandescentes, como se ardessem no teu interior, tornando-te no mais misterioso pecador…

E assim deslizo para o beijo (das palavras).. Aquele que confundes com sopro leve… aquele que deixa um rasto suave, desprendendo a ténue incerteza do toque...
Sempre com a certeza de aguçar ainda mais o desejo....

E apareces sempre ao anoitecer…
E ensinas a paciência, o amor e o abandono das palavras…
Neste silêncio surdo de melancolia…
Neste desejo tão longe de agarrar…

Porque afinal de contas é ao anoitecer que mais sonhamos…

sexta-feira, novembro 21, 2008

Programa não recomendado a adultos ( vulgo eu!)

2 gemêos de 4 anos.
1 Centro comercial.
1 vontade súbita de ir à casa de banho ( dos 2 em simultâneo - que desconfio ser uma táctica perfeita para não comerem até ao fim a deliciosa refeição do Pato Donald´s ( vulgo Mac Donald´s), que passaram o caminho inteiro a pedir fervorosamente e que, desconfio também, que a fome sentida seria não mais que um pretexto para ganhar uma das surpresas do Happy Meal.
(de facto, o "Happy" é um nome bem dado sim senhora, as maravilhas que as surpresas fazem nas crianças. Isto, se um dos gemeos não ganhar uma prenda diferente da do outro e ficar a fazer birra por querer a do irmão!. Deixem-me que vos diga que, para mim de "happy" não teve nada).
No caminho para a casa de banho: a existência de 1 casa de jogos (com carrinhos do noddy e essas coisas) e enfeites referentes à epoca natalicia (com árvores de natal e trenó do pai natal e essas coisas. Por essas coisas entendam-se coelhinhos :S ( sim é verdade, ao que parece os duendes foram mesmo substituídos por coelhinhos!).
E ao que parece também a vontade de ir à casa de banho tornou-se muito menos aflitiva quando nos deparamos com isto tudo no meio do caminho (já agora aproveito também para fazer aqui um apelo a todos os arquitectos de centro comercial que nos leiam: tenham mais atenção com os sítios de localização das casas de banho, façam sempre uma perto do Mac Donald´s)!
E, por fim, quando chegamos ao destino (não sem antes um ter caído, não sem antes me terem dito que já eram crescidos demais para me darem as mãos, não sem antes quererem despir os casacos) verifiquei, incrédula que, ao que parece, a vontade de ir à casa de banho estava lá... ou apareceu (depois de tanto tempo para chegar à casa de banho)!

sábado, novembro 15, 2008

E tudo isto aconteceu na minha rua...



Não sei porquê mas tenho um carinho especial por estas melodias…
Ou talvez saiba…
Acho que é por conhecer e gostar mesmo muito de quem fez nascer de dentro do anaquim a “inspiração”…Já foi há muito, muito tempo…Lembro-me de ele (num passado longínquo) se sentar na minha cama (que ficava ao lado da dela) enquanto dedilhava na viola; enquanto lhe oferecia sorrisos romanticamente arrebatados (e nós, as amigas, assistíamos enternecidas a todo o cenário, também um pouco sensibilizadas com o mau gosto que ele tinha para escolher prendas) … E de tão extasiado (que ficava junto dela) uma vez até ia escorregando (ou será rebolando? =) pelas escadas abaixo…
A eloquência do sentir!


Serei sempre a companhia dela enquanto me pedir para o ouvir, tocar-lhe com o olhar, vibrar com ele no estrelato a dedicar-lhe músicas numa subtileza arrojada…
É uma história intermitente (a deles) bem sei…
Uma passagem condenada a ficar…
...rasgada e atirada nos meandros das suas vidas…
Talvez um dia surja também a oportunidade de editar o livro (aquele onde eu apareço referenciada numa linha, como mera expectante enquanto se desenrola a arte como fruto das recordações veementes, do que resta e restará para sempre; da abissal lacuna entre o querer e o não querer alguém e do entorpecimento que é deixar-se envolver nessa ambivalência!).


E que orgulho tenho em ser confidente de quem sabe “inspirar” tão bem!
...nas ruas… andam espalhados pedaços de vidas… Restos de histórias para contar…Sempre!
E no entretanto surgem letras segredadas a cantar:


"O meu destino é simplesmente ler poemas, filmes de cinema com finais bem conhecidos, fazer ruídos para ouvidos incompreendidos, numa tentativa de atenção!"


"Não acredito na bela sem senão, vivo iludido com a própria ilusão e não me digam que ela não existe, o mundo ao fim ao cabo é de quem lhe resiste."


"Não queiras salvar alguém que nasce condenado, não queiras a calma de uma alma enforcada na negação de si"


"Mas bem lá no fundo sei que há mais no mundo, escapam os padrões ditos normais e banais...São postos de lado, marginalizados os monstros com pecados a menos ou com pecados a mais"


"Amanhã a fúria de um mundo imperfeito volta para se vingar em ti!"

quarta-feira, novembro 12, 2008

Nada é para sempre...


Uma vez disseram-me que dizer “Eu amo-te” (com aquele fulgor típico, que deixa escapar um entusiasmo natural) é totalmente diferente de dizer “Eu, (pausa) amo-te”… É que estas palavras devem levar um embalo próprio, uma força inexplicável que não nos permite parar… que nos faz mover mais depressa… aliás que nos move.. e nos (co)move..

P.S: Considerar os filmes portugueses como exemplo da expressão sonora “ Eu (pausa) amo-te” com a mais valia de ter aglomerada uma cara de enterro enquanto se proferem as tais palavras.
E fica aqui, assim, a minha lembrança aos quase 100 anos de Manoel de Oliveira! (feitos daqui a exactamente um mês).

terça-feira, novembro 11, 2008

"Não tens de olhar sem gosto nem de gostar sem ver"



"Assoam-se-me à alma, quem como eu traz desfraldado o coração sabe o que querem dizer estas palavras. A pele serve de céu ao coração."

Luís Miguel Nava in Poesia completa

domingo, novembro 02, 2008

Dear Anna - Jason Mraz

Após uma pausa entre umas linhas e outras encontrei quis continuar a conhecer mais do senhor que me deram a conhecer faz uns anitos e agora anda aí a conquistar a malta! Encontrei uma música que me captou a atenção (sabe-se lá porquê!)... deliciei-me!!






Did the roses never open,
Are you left to start again?
And not a single tear should fall into the water,
That you kept them in.

Dear Anna,
I am the only one,
Who will love you until the end,
Ayy Anna,
Open your heart again,
And warm me by the fire within.

How are you going to face the autumn,
With the pain you only friend?
Just remember that; Before you know the winter,
You'll know love again

Dear Anna,
I am the only one,
Who will love you until the end,
Ayy Anna,
Open your heart again,
And warm me by the fire within.

I stand forewarned,
Love will change,
Even the best of friends,
And nothing wrong with starting over,
Go on and have yourself a cry,
I just wanna be the man with arms around you,
When you dry your eyes

Dear Anna,
I am the only one,
Who will love you until the end,
Ayy Anna,
Open your heart again,
And warm me by the fire within.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Enquanto "consumia" a leitura...

Encontrei, atrás do livro de Gilles Lipovetsky (sobre a sociedade de consumo):

“Numa sociedade em que a melhoria contínua das condições de vida materiais praticamente ascendeu ao estatuto de religião, viver melhor tornou-se uma paixão colectiva, o objectivo supremo das sociedades democráticas, um ideal nunca por demais exaltado. Entrámos assim numa nova fase do capitalismo: a sociedade do hiperconsumo.Eis que nasce um terceiro tipo de Homo consumericus, voraz, móvel, flexível, liberto da antiga culturas de classe, imprevisível nos seus gostos e nas suas compras e sedento de experiências emocionais e de (mais) bem-estar, de marcas, de autenticidade, de imediatidade, de comunicação.Tudo se passa como se, doravante, o consumo funcionasse como um império sem tempos mortos cujos contornos são infinitos. Mas estes prazeres privados originam uma felicidade paradoxal: nunca o indivíduo contemporâneo atingiu um tal grau de abandono.”

Excerto do documentário “A história das coisas”:

quinta-feira, outubro 30, 2008

If I were a boy

Quando uma música toca no rádio e faz sorrir porque sim... foi por esta!!!




If I were a boy
Even just for a day
I’d roll outta bed in the morning
And throw on what I wanted then go
Drink beer with the guys
And chase after girls
I’d kick it with who I wanted
And I’d never get confronted for it.
Cause they’d stick up for me.

If I were a boy
I think I could understand
How it feels to love a girl
I swear I’d be a better man.
I’d listen to her
Cause I know how it hurts
When you lose the one you wanted
Cause he’s taken you for granted
And everything you had got destroyed

If I were a boy
I would turn off my phone
Tell everyone it’s broken
So they’d think that I was sleepin’ alone
I’d put myself first
And make the rules as I go
Cause I know that she’d be faithful
Waitin’ for me to come home (to come home)

If I were a boy
I think I could understand
How it feels to love a girl
I swear I’d be a better man.
I’d listen to her
Cause I know how it hurts
When you lose the one you wanted (wanted)
Cause he’s taken you for granted (granted)
And everything you had got destroyed

It’s a little too late for you to come back
Say its just a mistake
Think I’d forgive you like that
If you thought I would wait for you
You thought wrong

You know when you act like that
I don't think you realize how it makes me look
or feel

Act like what
Why are you so jealous
It's not like i'm sleeping with the guy

What

What

I said yo
Why are you so jealous
It aint like I'm sleepin with the girl

But you’re just a boy
You don’t understand
Yeah you don’t understand
How it feels to love a girl someday
You wish you were a better man
You don’t listen to her
You don’t care how it hurts
Until you lose the one you wanted
Cause you’ve taken her for granted
And everything you have got destroyed
But you’re just a boy