sábado, outubro 30, 2010
Código de "um dia"
O tempo stá a voar a uma velocidade estonteante!
Perdi-me no tempo que ficou para trás e fui adiando escrever qualquer coisa por cá... demasiado tempo. Usei o "um dia" ou "outro dia" escrevo e... esse dia nunca chegou realmente. Ouvia-se num filme dizer "um dia" é o código para "nunca"... curiosamente pode aplicar-se a tantas outras situações da vida que me rasgou um sorriso.
Olhar para trás e encontrar neste silêncio de muito tempo tantos momentos por contar e aventuras decisivas. Resta regressar e tentar comprometer-me com aquilo que as palavras conseguem e podem dizer e trazer... sinceridade e história/sentimento!
Aguarda-se pela capacidade de entender e fazer de todos os "um dia" tornarem-se "no dia" e momento exacto para se escrever e cuidar do cantinho guardado e já com uns aninhos simpáticos :) Uma criança a crescer com "pais separados" pela distância mas unidos no mesmo sentido. E sabes que mais, querida companheira?! Quem sabe não voltarei a escrever sobre aquele país que nos conseguiu fazer "criar laços" e "atar nós" com um sorriso imenso e uma "sodade" daquelas "gentis" com o brilho no olhar...
Aguarda-se as novidades dos dias que passam até chegar...:) o dia!
Um dia volto a dedicar-me ao nosso blog: hoje é e foi o primeiro dia ;) com mais 1h que todos os outros deste ano =)
domingo, setembro 05, 2010
Opção: Escolher!
"Quando me escolheste, avisaste logo que não tinhas escolha. Já tinhas escolhido, e escolheste ser fiel a essa escolha. Mas para seres fiel à tua escolha tinhas de te pôr naquela situação angustiante de não ter escolha."
Pedro Mexia
quarta-feira, setembro 01, 2010

O novo álbum dos King of Convenience chama-se " Declaration Of Dependence".
Às vezes acho mesmo que somos dependentes de tantas coisas mas não conseguimos declará-lo explicitamente.
Como se houvesse uma necessidade sórdida de classificarmos dependência como antónimo perfeito de liberdade.
Mas não é nada disso!
Há uma liberdade imensa na consciência das nossas dependências.
terça-feira, agosto 17, 2010
Era uma vez...Walkabout
http://www.youtube.com/watch?v=P2K7D-uMH2g&feature=related
Se me arrependo?! Agora, não!
O arrependimento ficou perdido por entre tantos outros sentimentos e esmoreceu com o passar dos dias. Conquistaram-me as horas, o serviço, o dar mais, ser capaz, estar para os outros... que se lixe o cansaço, as férias, os sonhos de parar um pouco... saí vitoriosa e tão melhor, tão mais rica e preenchida de tudo perante o "nada" que toda a gente vê.
Como é possível ser derrotada em 2 dias pelo orgulho de estar ali, com pessoas tão diferents mas tão capazes de me surpreender e tornar os dias e as noites em momentos únicos e especiais?
Como é que "caminhar, sem destino concreto", me abriu caminhos claramente certos e importantes?
Como é que, rostos desconhecidos se tornam, em menos de anda, no quadro dos meus dias, na minha casa e, muitas vezes, abrigo?
Como é que me conquistas com uma conversa apenas? Ou como raio a tua sinceridade toca no que não me sai pela boca e guardo cá dentro?
Porque me desafiaste assim e caminhaste comigo?
Porque que é que o silêncio não me amedrontou a alma e, simplesmente, me encheu o espírito?
Como é que os olhares falavam tão alto e claramente comigo?
Como é que 10 dias me invadem todos os outros de uma forma tão presente e especial? Como é que 53 pessoas fazem a diferença?
...
A passagem de ano chegou mais cedo e mais específica e melhor definida como "A passagem de ano". Aquela em que pensamos melhor no que queremos, nos nossos sonhos e desejos, em que saímos prontos a desafios maiores, a propósitos frescos. Foi isso mesmo, o virar da página, o desafiar novas coisas, desafiar novos medos, confiar em novos sonhos...
Palavras, olhares, sorrisos, lágrimas, cânticos, Deus, o som dos riachos, o rasgar da manhã ao som do apito, a dificuldade em abrir bem os olhos, as panelas gigantes, o calor insuportável, as dores do cansaço e do esforço, os militares, os sketchs, a população, os jogos, a novela, as refeições, mochilas e sacos cama, o castelo, as orações, os banhos, os BDS, as poucas mas boas sornas, oas miminhos, as palavras por dizer, as fotos, o comboio, as guitarras, a roda, o hino, o boa-noite, as estrelas, as sombras, os participantes, as lanternas, as conversas, os abraços, as danças... o Walkabout: resumindo!
As saudades mesmo antes de acabar! O coração apertado ao ver o comboio partir e o campo vazio de gente, a viagem de conversas entre amigos, alguns reencontros, o regresso a casa e o fechar de semana numa praia, de pés descalços e amigos... o agradecimento eterno e profundo do espírito Walkabout que permanece semeado e a dar fruto.
Obrigada e... até já em vez de até sempre!
Mamã
sábado, julho 31, 2010
E o sorriso serve para se usar =)
Podemos procurar diferenças e não só semelhanças para nos juntarmos?
quarta-feira, julho 21, 2010
Vida de Personagem

A actuação foi perfeita, duradoura e muito credível. O pano abre e todos regressam, sorridentes, à procura dos aplausos que tornam ensurdecedor todo o qualquer ruído. Só se vêem os sorrisos. Os corações do palco palpitam sem conseguirem reduzir o seu ritmo num só segundo… é a emoção!
terça-feira, julho 20, 2010
Ele passou por mim e sorriu - Os Deolinda
Ele passou por mim e sorriu
e a chuva parou de cair
o meu bairro feio tornou-se perfeito
e o monte de entulho, um jardim
O charco inquinado voltou a ser lago
e o peixe ao contrário virou
Do esgoto empestado saiu perfumado
um rio de nenúfares em flor
Sou a mariposa bela e airosa
que pinta o mundo de cor de rosa
eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa
que o amor é curto e deixa mossa
mas quero voar, por favor
No metro, enlatados, corpos apertados
suspiram ao ver-me entrar
Sem pressas que há tempo
dá gosto o momento
e tudo mais pode esperar
O puto do cão com seu acordeão
põe toda a gente a dançar
e baila o ladrão
com o polícia p'la mão
esvoaçam confetis no ar
Sou a mariposa bela e airosa
que pinta o mundo de cor de rosa
eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa
que o amor é curto e deixa mossa
mas quero voar, por favor
Há portas abertas e ruas cobertas
de enfeites de festas sem fim
e por todo o lado, ouvido e dançado
o fado é cantado a rir
E aqueles que vejo, que abraço e que beijo
falam já meio a sonhar
se o mundo deu nisto e bastou um sorriso
o que será se ele me falar
Sou a mariposa bela e airosa
que pinta o mundo de cor de rosa
eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa
que o amor é curto e deixa mossa
mas quero voar, por favor
segunda-feira, julho 19, 2010
Dizem que...
Margarida Rebelo Pinto
quarta-feira, julho 07, 2010
Clap, clap, clap...
"Madame Godard"
Por todas as vezes que nos devemos comportar como "madames" sem nunca perder o olhar de mademosseile, a meninice do deslumbre...
Por todas as vezes que não ficamos à espera da sorte...
Godard disse que "A história deve ter um começo, um meio e um fim, mas não necessariamente nessa ordem"...
Sabe bem ter afrontamentos de ínvisivel de vez em vez!
domingo, julho 04, 2010
Ser ou não ser "Femêa Omega"?
.... a cada momento.
terça-feira, junho 22, 2010
Meu anjo, parabéns!!!
"Acredita em Anjo? Pois é, sou o seu.
Soube que anda triste, que sente falta de alguém"
Anjos... sem asas, que não moram no céu, não são intocáveis ou invisíveis... anjos! Anjos de carne e osso, pessoas como nós apenas com um olhar diferente, um jeito doce e um lugar especial.
Um sorriso cheio de magia, um olhar cheio de luz, um abraço quente e aconchegante, um colo seguro e tranquilo.
Alguém em quem se pode confiar e que, a distância do olhar não afasta a proximidade de um coração e de uma relação sincera e forte... uma amizade com um laço forte e pressistente.
Anjo de jeito simples, sorriso rasgado, olhar cintilante, jeito de menina e uma cor forte no corpo. Uma pele chocolate e uma voz doce! Gargalhada contagiante e uma personalidade forte!
Gosto de ti, meu anjo, porque...
és tu!! Pura e dura! Simplesmente tu, com a tua beleza contagiante, o teu jeito doce e firme;
és um colo profundo e suave!
és menina frágil e com medos, como todos os anjos que por aí podem andar;
és tão capaz de dar colo como de o pedir e sentir;
és simplesmente sincera e amiga!
sim!!
Só porque sim! Há coisas que não se podem explicar ou entender por palavras soltas e escritas, só se podem sentir com o passar dos anos, o guardar dos momentos, o viver dos dias, o cultivar dos dias... guardar-te!
"Vou guardar cada lugar teu. Ancorado em cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar que vou chegar contigo, onde só chega quem não tem medo de naufragar"
:)
PARABÉNS!!! Por hoje, pelo passado e pelo presente... o futuro, estarei aqui para ver e dar-te os parabéns sempre:) Parabéns por ti!!!
Orgulho-me de te ter e conhecer, meu bem!!!
*
quarta-feira, junho 16, 2010
Hoje apeteceu-me
sem razão aparente ou por todas as razões e mais algumas. Não consegui encontrar um meio termo que pudesse equilibrar a vontade da decisão. Encontrei em ti um desespero de um dia inacabado e tão friamente vivido no silêncio de pensamentos barulhentos e por entre os gritos de uma voz sem som!!
Quis deixar-te...
meter-me no carro, após ter feito uma mala para uma viagem curta, e seguir pela estrada, sem destino aparente mas com o desejo de chegar a algum lugar que pudesse ser o procurado. Ir à busca de algo mais que nem eu sei bem o que é!
Noutros dias, não te quis deixar...
porque me conquistaste com a beleza da tua luz, com a magia de cada esquina que guardas escondida, com toda a liberdade que me dás.
Ontem, não me quis despedir de ti tão cedo...
porque me guardas segredos, me trouxeste vitórias fantásticas, me agarraste pela mão e me trouxeste até "hoje". Não sabia se te queria deixar!
Hoje... desejei deixar-te já! Sem sequer perguntar o porquê nem para onde! Sem sequer ponderar a existência das saudades que possam chegar... tudo porque hoje... não me sei!
Hoje não me sei, em ti, contigo... sei-me sem ti!! Sei-me perdida como os espaços que de ti não conheço; sei-me revoltada com a minha revolta; triste com a minha tristeza; pequena como a minha crença em tudo o que fiz até este preciso minuto!
Hoje... anseio que o dia chegue ao fim, sem saber bem o que esperar do desfecho, sem saber bem o que beber dele, sem saber bem o que tirar de mim...
Agora, apetece-me esperar! Que um sono leve caia sobre a face, como um manto de tranquilidade e inunde a alma de uma paz permanente... que me acordes tu, com a magia que ontem te fiz ter; que me acordes tu com novas caras e sorrisos; que me acordes tu para a vida que me prometeste quando até ti cheguei e me levaste a conquistar....
Que me leves tu até onde tenho que ir, com saudade ou não mas... com a certeza que tu foste parte importante daquilo que hoje sou e pude ser!!!
Mas hoje... apeteceu-me deixar-te!!!
terça-feira, junho 08, 2010
Tu dás a receita eu quebro o jejum... (?)
Não leias. Olha as figuras brancas desenhadas pelos intervalos separando as palavras de várias linhas dos livros e inspira-te nelas.
Dá aos outros a tua mão a guardar.
Não te deites sobre as muralhas.
Retoma a armadura que abandonaste na idade da razão.
Põe a ordem no seu lugar, desarruma as pedras da estrada.
Se sangras e és homem, apaga a última palavra na ardósia.
Forma os teus olhos fechando-os.
Dá aos sonhos que esqueceste o valor daquilo que não conheces.
Conheci três lampistas, cinco guarda-barreiras mulheres, um guarda-barreira homem: e tu?
Não prepares as palavras que gritas.
Habita as casas abandonadas. Não foram habitadas senão por ti.
Faz um leito de afagos aos teus afagos.
Se eles batem à porta, escreve as tuas últimas vontades com a chave.
Rouba o sentido ao som, existem tambores encobertos mesmo nos vestidos claros.
Canta a grande piedade dos monstros. Evoca todas as mulheres de pé sobre o cavalo de Tróia.
Não bebas água.
Fala consoante a loucura que te seduziu.
Ata as pernas infiéis.
Deixa a madrugada aumentar a ferrugem dos teus sonhos.
Aprende a esperar, de pés para a frente. É assim que brevemente sairás, bem coberto.
Acende as perspectivas da fadiga.
Faz-lhes a surpresa de não confundir o futuro do verbo ter com o passado do verbo ser.
A quem peça para ver o interior da tua mão, mostra os planetas não descobertos do céu.
Para descobrir a nudez daquela que amas, olha as suas mãos. O seu rosto baixou.
Dá-me o prazer de entrar e sair nas pontas dos pés.
Ponto e vírgula: vês, mesmo na pontuação, como eles são surpreendentes.
Deita-te, levanta-te e agora deita-te.
Regula a tua marcha pela das tempestades.
Nunca mates uma ave da noite.
Olha a flor da campainha: ela não permite ouvir.
Falha a finalidade aparente, quando tiveres que atravessar o teu coração com a flecha.
Opera milagres para os negares.
Tem cuidado com os carroceiros do bom gosto.
Desenha na poeira os jogos desinteressados do teu tédio.
Não escolhas o tempo de recomeçar.
Escreve o imperecível na areia.
Não guardes em ti aquilo que não fira o bom senso.
Imagina que esta mulher está contida em três palavras e que esta colina é um abismo.
Lacra as verdadeiras cartas de amor que escreves com uma hóstia profanada.
Queres ter ao mesmo tempo o mais pequeno e o mais inquietante livro do mundo? Pede para relerem os selos das tuas cartas de amor e chora; não obstante tudo, tens razão para isso.
Nunca esperes por ti.
Não anules os raios vermelhos do Sol.
Segues pela terceira rua à direita, depois pela primeira à esquerda, chegas a uma praça, voltas junto do café que conheces, segues a primeira rua à esquerda, depois a terceira rua à direita, lanças a tua estátua por terra e ficas.
Sem saber o que irás fazer com ele, apanha o leque que esta mulher deixou cair.
Bate à porta, grita: Entre, e não entres.
Nada tens para fazer antes de morrer.
André Breton e Paul Éluard
terça-feira, junho 01, 2010
Era uma vez...

segunda-feira, maio 31, 2010
Ser mãe, como é?
sábado, maio 29, 2010
Movies

domingo, maio 23, 2010
Sabes de ti?

sexta-feira, maio 14, 2010
Dividir e partir
Perdemos o rumo com o desenrolar do novelo até então preso e entrelaçado. Quando deste por nós, estávamos a fugir do ponto de separação de viagens. Regressaste com calma e com um sorriso pela situação e... despedimo-nos! Senti-me bem ao levar alguns dos teus medos e tormentos comigo na bagagem e poder ter dividido alguns dos meus também.
A espera foi um tempo de fuga ao permanecer a pensar demais... de bilhete na mão, segui rumo ao destino desta noite. Viagem no escuro, com um sorriso simpático ao meu lado mas um silêncio interior que permaneceu por pouco... interrompeu-o a música. Procurei ouvir melhor as palavras cantadas, perdi-me entres as ouvidas e as escritas que irrompiam o compasso.
Não demorei a chegar, demorei a entender que o cansaço estava enroscado no meu olhar, a escorer-me pelo corpo e a calar-me a voz.
Cheguei a pensar em ti... escrevi para ti...
Shhhhhhh... ainda não abri a mala! AS nossas preocupações vão ficar lá fechadas até amanhã. Assim, dormes quieta, calma e bem.
Boa noite!!
quarta-feira, maio 12, 2010
Emprestas-me o coração por uma noite?
Há tantas e tantas situações em que o coração pode bater mais forte...
A vontade de dançar obedece mesmo a este príncipio, a ritmicidade faz-nos processar a informação errónea de que o nosso coração está a bater mais depressa, sinónimo de entusiasmo...
Ao invés, pode também denunciar uma ansiedade voraz...
O nervoso miudinho...
O nó na garganta...
As borboletas na barriga...
Tudo complementos essenciais de um coração que parece querer saltar do peito...
E como bate o coração agora?
Gosto desta transparência a que não podemos controlar. Há melhor sinal?