quarta-feira, dezembro 29, 2010

Hei-de escutar sempre notícias do "céu"...



"Não creio nos filósofos, mas cativou-me sempre a sua audácia de pensar.
É bonito, leiam-nos.
Quanto aos poetas sorriam-lhes de longe.
Mas atenção aos grandes músicos, à sua estranha perfeição, à nostalgia que nos invade ao escutá-los.
Quando encontrarem um, não o deixem escapar.
Poderia pensar-se que nos trazem (os músicos) notícias de Deus."

In Albas de Sebastião Alba

sábado, dezembro 25, 2010

domingo, dezembro 12, 2010

Regressar

Voltar a pisar solo africano fez-me sentir outra vez na "nha terra" e recordar umas quantas aventuras perdidas numa outra ilha no meio do oceano. Os objectivos das viagens eram distintos, os lugares e as companhias também (à excepção de uma pessoa que fez todo o sentido em ambas as terras). Viajar... aquela actividade que gostaria de poder fazer mais vezes mas, a vida e o tempo, e muitas vezes os preços, não o permitem com a frequência e capacidade que queria dispôr. Vai-se fazendo!

Um lugar fenomenal... acho que se torna sempre melhor pela presença contínua das pessoas que nos acompanham e fazem de cada momento uma história de encantar qualquer gargalhada. Outra cultura, outros lugares e a distância necessária para se poder deixar serenar as preocupações e confusões da vida. Um verdadeiro retiro para o paraíso do sol e da boa disposição.
Não há como resumir uma viagem onde aconteceu de tudo e que só as expressões, movimentos, olhares e sorrisos, músicas e lugares poderiam ajudar, minimamente, à descrição mais próxima da verdadeira aventura. Sem comentários. Apenas que ainda ficaram outras ilhas e espaços por conhecer e que, uma semana sabe sempre a tão pouco.

Sabe bem chegar, saber que alguém nos espera com saudade e entusiasmo em saber mais de nós. Saber que há alguém que sai de casa para esperar por amigos de uma amiga e os trazer de regresso a casa... é um verdadeiro privilégio a existência de amizades nas nossas vidas. É um verdadeiro dom a amizade de cada um.
É mesmo bom saber que quando vamos para algum lugar fica sempre alguém à nossa espera, a contar os dias do nosso regresso e a aguardar tudo aquilo que trazemos na bagagem para contar. Aguardam um regresso sorridente e o recordar de um abraço adiado por muitos dias fechado. E nós...tentamos não regressar logo pois sabemos que aquele momento é único e não pode esperar enquanto que passamos a vida a achar que sabemos/esperar/com a certeza (que nunca é certa) de que os outros esperam sempre por nós, até nos apetecer... completamente e totalmente errado. Há quem espere, há quem não tenha que o fazer mas... a vida é mesmo assim :)

Regressar à rotina é sempre a certeza de que temos sempre um lugar para ir, onde pertencemos ou onde nos fazem pertencer e nos tornam uma peça do puzzle da vida dos que tocamos... é bom regressar?! Acho que sim... pelo menos regressei sempre até hoje...quando não o fizer saberei se é bom não o fazer, até lá...

Regresso com saudades do que se deixa e do tempo ser sempre contado.

Welcome back and let's get it started! Again!

domingo, novembro 28, 2010

Alguém disse um dia...

«Alguém disse um dia... A vida é curta demais para acordar com arrependimentos. Ama as pessoas que te tratam bem. Esquece aquelas que não. A vida coloca cada um no seu lugar. Tudo vai e vem por uma razão. Se tens uma segunda oportunidade, agarra-a. Ninguém disse que a vida...seria fácil. Só prometeu que iria valer a pena.»

Não sei quem escreveu isto mas, quem o fez, é um comum mortal como qualquer pessoa neste mundo; conseguiu usar as palavras da melhor maneira!

quarta-feira, novembro 24, 2010

Outro mundo, 1x por semana

Solta-se o corpo e solta-se a alma... leve e livre, ao som da música, ao som da vida. Eleva-se o espírito e fecha-se a porta dos mundos de outros dias... vive-se ali! No chão, no ar, com os outros, sozinho... vive-se, sente-se, usa-se e usam-se.
Sai de dentro a força, a magia e energia de um espírito que se solta como vulcão acordado.
Sente-se o corpo, sente-se a mente, sente-se o respirar, o chão, o quente e o frio, ... o olhar e o sorriso... sente-se tudo! Não se sente nada...lá de fora. A vida é cá dentro, espelhada aos teus olhos, aos meus olhos. És tu e os outros, tu que te alimentas daquilo que se faz alimento em palavras e gestos...

Ou amas ou desistes aqui! Ou lutas ou já entraste derrotado! Ou tAdicionar imageme levantas ou nunca deixaste de estar a cair...

Um dia! Apenas um dia para fazer de uma semana uma expectativa, contar cada dia até "aquele" dia. Deixa-se a cama quente de conforto e rompe-se a rua gelada de solidão nas ruas... desafia-se o relógio até chegar à porta com o "olá pessoas" de sempre que solta sorrisos e inicia um Bom dia, já garantido antes de chegar. Como são deliciosas as horas a passar, esvoassantes mas tão degustadas... Almoços corridos e apressados, sorridentes e dançados até... ao momento de desafiar qualquer corpo a desacomodar-se e dar um salto para a frente até ser obrigado a parar porque... o relógio vai parar! Abre-se a porta da rua e... aguarda-se mais uma semana até ao arrancar do desafio de sábado, esse, que todos sabemos e queremos que venha, cada qual no seu espaço, tempo e vida.




Eu... sou feliz, de certeza, todos os sábados em que digo "olá pessoas", entro numa sala, descalço-me num chão sagrado e me deixo guiar e ser guiada... chão sagrado onde a música e a alma respiram: dança!



segunda-feira, novembro 08, 2010



A esperança pode ser bem traiçoeira. Saber exactamente aquilo que se pode (ou não se pode) ou deve esperar pode inibir a nossa centração no aqui e no agora mas também pode fazer com que o saibamos aproveitar com outra motivação.

Por vezes é preciso negar a realidade que se avizinha mas outras é necessário levá-la ao peito como sinal de vida!

Aceitar a realidade é sempre o que nos cabe fazer, mesmo que esta não seja lógica, mesmo que demore tempo...

E andamos sempre desencontrados com as esperanças ( nossas, dos outros e as reais)... mas em esperança constante...

quarta-feira, novembro 03, 2010

E assim...


acabas por rever tudo aquilo que não tinha um reflexo claro e parecia apenas fundo no olhar. Agora, olhas de frente e encontras a imagem nítida e clara daquilo que sempre quiseste ver e não conseguias por estar demasiado em cima, a cegar-te os olhos e a fechar-te a visão do que tinhas à frente. Pudeste olhar e sentir de novo, tudo aquilo que sempre foste e não conseguiste ver porque... agora a luz se acendeu e recuaste até encontrares e reconheceres a tua imagem no espelho de alguém.


Descobre quem tu és depois de saber quem tu foste... só depois é possível olhar ao espelho e saber de qúem é o reflexo=)

sábado, outubro 30, 2010

Código de "um dia"

Quase a mudar de mês... outra vez!!
O tempo stá a voar a uma velocidade estonteante!

Perdi-me no tempo que ficou para trás e fui adiando escrever qualquer coisa por cá... demasiado tempo. Usei o "um dia" ou "outro dia" escrevo e... esse dia nunca chegou realmente. Ouvia-se num filme dizer "um dia" é o código para "nunca"... curiosamente pode aplicar-se a tantas outras situações da vida que me rasgou um sorriso.

Olhar para trás e encontrar neste silêncio de muito tempo tantos momentos por contar e aventuras decisivas. Resta regressar e tentar comprometer-me com aquilo que as palavras conseguem e podem dizer e trazer... sinceridade e história/sentimento!
Aguarda-se pela capacidade de entender e fazer de todos os "um dia" tornarem-se "no dia" e momento exacto para se escrever e cuidar do cantinho guardado e já com uns aninhos simpáticos :) Uma criança a crescer com "pais separados" pela distância mas unidos no mesmo sentido. E sabes que mais, querida companheira?! Quem sabe não voltarei a escrever sobre aquele país que nos conseguiu fazer "criar laços" e "atar nós" com um sorriso imenso e uma "sodade" daquelas "gentis" com o brilho no olhar...
Aguarda-se as novidades dos dias que passam até chegar...:) o dia!

Um dia volto a dedicar-me ao nosso blog: hoje é e foi o primeiro dia ;) com mais 1h que todos os outros deste ano =)

domingo, setembro 05, 2010

Opção: Escolher!




"Quando me escolheste, avisaste logo que não tinhas escolha. Já tinhas escolhido, e escolheste ser fiel a essa escolha. Mas para seres fiel à tua escolha tinhas de te pôr naquela situação angustiante de não ter escolha."

Pedro Mexia

quarta-feira, setembro 01, 2010


O novo álbum dos King of Convenience chama-se " Declaration Of Dependence".
Às vezes acho mesmo que somos dependentes de tantas coisas mas não conseguimos declará-lo explicitamente.
Como se houvesse uma necessidade sórdida de classificarmos dependência como antónimo perfeito de liberdade.
Mas não é nada disso!
Há uma liberdade imensa na consciência das nossas dependências.

terça-feira, agosto 17, 2010

Era uma vez...Walkabout

... uma grande história para guardar para a vida!


http://www.youtube.com/watch?v=P2K7D-uMH2g&feature=related


Se me arrependo?! Agora, não!
O arrependimento ficou perdido por entre tantos outros sentimentos e esmoreceu com o passar dos dias. Conquistaram-me as horas, o serviço, o dar mais, ser capaz, estar para os outros... que se lixe o cansaço, as férias, os sonhos de parar um pouco... saí vitoriosa e tão melhor, tão mais rica e preenchida de tudo perante o "nada" que toda a gente vê.



Como é possível ser derrotada em 2 dias pelo orgulho de estar ali, com pessoas tão diferents mas tão capazes de me surpreender e tornar os dias e as noites em momentos únicos e especiais?
Como é que "caminhar, sem destino concreto", me abriu caminhos claramente certos e importantes?
Como é que, rostos desconhecidos se tornam, em menos de anda, no quadro dos meus dias, na minha casa e, muitas vezes, abrigo?
Como é que me conquistas com uma conversa apenas? Ou como raio a tua sinceridade toca no que não me sai pela boca e guardo cá dentro?
Porque me desafiaste assim e caminhaste comigo?
Porque que é que o silêncio não me amedrontou a alma e, simplesmente, me encheu o espírito?
Como é que os olhares falavam tão alto e claramente comigo?
Como é que 10 dias me invadem todos os outros de uma forma tão presente e especial? Como é que 53 pessoas fazem a diferença?
...

A passagem de ano chegou mais cedo e mais específica e melhor definida como "A passagem de ano". Aquela em que pensamos melhor no que queremos, nos nossos sonhos e desejos, em que saímos prontos a desafios maiores, a propósitos frescos. Foi isso mesmo, o virar da página, o desafiar novas coisas, desafiar novos medos, confiar em novos sonhos...

Palavras, olhares, sorrisos, lágrimas, cânticos, Deus, o som dos riachos, o rasgar da manhã ao som do apito, a dificuldade em abrir bem os olhos, as panelas gigantes, o calor insuportável, as dores do cansaço e do esforço, os militares, os sketchs, a população, os jogos, a novela, as refeições, mochilas e sacos cama, o castelo, as orações, os banhos, os BDS, as poucas mas boas sornas, oas miminhos, as palavras por dizer, as fotos, o comboio, as guitarras, a roda, o hino, o boa-noite, as estrelas, as sombras, os participantes, as lanternas, as conversas, os abraços, as danças... o Walkabout: resumindo!

As saudades mesmo antes de acabar! O coração apertado ao ver o comboio partir e o campo vazio de gente, a viagem de conversas entre amigos, alguns reencontros, o regresso a casa e o fechar de semana numa praia, de pés descalços e amigos... o agradecimento eterno e profundo do espírito Walkabout que permanece semeado e a dar fruto.

Obrigada e... até já em vez de até sempre!

Mamã

sábado, julho 31, 2010

E o sorriso serve para se usar =)

Podemos procurar diferenças e não só semelhanças para nos juntarmos?

quarta-feira, julho 21, 2010

Vida de Personagem



Caiu a máscara!


O palco fechou e os actores saem de cena.
A actuação foi perfeita, duradoura e muito credível. O pano abre e todos regressam, sorridentes, à procura dos aplausos que tornam ensurdecedor todo o qualquer ruído. Só se vêem os sorrisos. Os corações do palco palpitam sem conseguirem reduzir o seu ritmo num só segundo… é a emoção!

Despem-se aqueles que não o são, caem as personagens, sem vida, com cada gesto de destruição da personagem que, até então, era viva e cheia de história, fé e luz. Fecha-se a porta e, para trás, fica o mundo encantado do faz-de-conta, que pode encaixar na realidade mas, não o é naqueles corpos. Deixa-se a outra vida e cai-se nesta.

Existe tanto que tu, personagem, agora muda e morta, não sabes viver. Não te saberia ver no meu mundo real. Não saberias ser mais nada do que aquilo que sempre foste perante o público, em cima de um palco e por cima de um corpo real, a habitar a imaginação de uma mente viva e capaz de te deixar alugar parte do seu espaço. Que fazes tu depois de tudo? Vives quando te deixam viver, ficas fechada e morta até te recordarem, se o voltarem a fazer… O que sentes tu, ao seres usada e abusada para lazer de uns e “ganha pão” de outros? Alguém sabe de que vives tu, propriamente?

Deixa-me ser personagem enquanto tu tentas ser pessoa viva; deixa-me desmontar a minha vida no final de um espectáculo que se resume e vive pelo sucesso, aplausos e sorrisos. É isso… vives apenas e somente do teu sucesso e dos que fazem o mesmo contigo. Sabes tu o que é o fracasso, nesse teu mundo fechado em ilusões, sonhos e imaginação? Acho que não… és uma personagem que nasce, vai crescendo, tornas-te “quase gente” e depois… não chegas a lugar nenhum porque… vives onde não habitas, trabalhas onde te entregam e… morres, a cada dia de sucesso, quando te deixam fechada num baú até à próxima actuação… Onde é a tua casa afinal? Onde moram os teus sonhos e ansiedades? Tens o teu tempo sempre tão contado que um relógio não te dá a conhecer todas as horas de um dia…

És personagem! É isso que nos distingue! Eu tenho o meu corpo e vivo com ele, no mundo mais real; Tu tens o corpo de alguém e habitas nele quando tem que ser, quando entras no mundo da imaginação, onde a realidade salpica os momentos…

És personagem e… há quem inveje ser como tu… em determinados momentos da realidade da vida!

terça-feira, julho 20, 2010

Ele passou por mim e sorriu - Os Deolinda

http://www.youtube.com/watch?v=L_ymvjxErs0


Ele passou por mim e sorriu
e a chuva parou de cair
o meu bairro feio tornou-se perfeito
e o monte de entulho, um jardim

O charco inquinado voltou a ser lago
e o peixe ao contrário virou
Do esgoto empestado saiu perfumado
um rio de nenúfares em flor

Sou a mariposa bela e airosa
que pinta o mundo de cor de rosa
eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa
que o amor é curto e deixa mossa
mas quero voar, por favor

No metro, enlatados, corpos apertados
suspiram ao ver-me entrar
Sem pressas que há tempo
dá gosto o momento
e tudo mais pode esperar

O puto do cão com seu acordeão
põe toda a gente a dançar
e baila o ladrão
com o polícia p'la mão
esvoaçam confetis no ar

Sou a mariposa bela e airosa
que pinta o mundo de cor de rosa
eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa
que o amor é curto e deixa mossa
mas quero voar, por favor

Há portas abertas e ruas cobertas
de enfeites de festas sem fim
e por todo o lado, ouvido e dançado
o fado é cantado a rir

E aqueles que vejo, que abraço e que beijo
falam já meio a sonhar
se o mundo deu nisto e bastou um sorriso
o que será se ele me falar

Sou a mariposa bela e airosa
que pinta o mundo de cor de rosa
eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa
que o amor é curto e deixa mossa
mas quero voar, por favor

segunda-feira, julho 19, 2010

Dizem que...

"Somos o avesso um do outro. Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente. Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres,... esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir. Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz."



Margarida Rebelo Pinto

quarta-feira, julho 07, 2010

Clap, clap, clap...


"Madame Godard"

Por todas as vezes que nos devemos comportar como "madames" sem nunca perder o olhar de mademosseile, a meninice do deslumbre...

Por todas as vezes que não ficamos à espera da sorte...

Godard disse que "A história deve ter um começo, um meio e um fim, mas não necessariamente nessa ordem"...

Sabe bem ter afrontamentos de ínvisivel de vez em vez!

domingo, julho 04, 2010

Ser ou não ser "Femêa Omega"?

Tenho-me deparado com a redifinição do conceito de "sucesso".
Em vários momentos, há que flexibilizar a fasquia do que idealizamos como exequível.
O verdadeiro desafio é encontrar o equilíbrio entre o que, de facto, é limitação irreversível ou o que não é. Não deixar instalar um qualquer comodismo num facilitismo pouco ambicioso. Nem insistir demasiado num objectivo irreal, portanto frustante.
Como flexibilizar o nível de exigência adequado para cada momento?
Submeto-me...


.... a cada momento.

terça-feira, junho 22, 2010

Meu anjo, parabéns!!!

http://www.youtube.com/watch?v=ybRy3LpNaV8


"Acredita em Anjo? Pois é, sou o seu.
Soube que anda triste, que sente falta de alguém"

Anjos... sem asas, que não moram no céu, não são intocáveis ou invisíveis... anjos! Anjos de carne e osso, pessoas como nós apenas com um olhar diferente, um jeito doce e um lugar especial.
Um sorriso cheio de magia, um olhar cheio de luz, um abraço quente e aconchegante, um colo seguro e tranquilo.
Alguém em quem se pode confiar e que, a distância do olhar não afasta a proximidade de um coração e de uma relação sincera e forte... uma amizade com um laço forte e pressistente.
Anjo de jeito simples, sorriso rasgado, olhar cintilante, jeito de menina e uma cor forte no corpo. Uma pele chocolate e uma voz doce! Gargalhada contagiante e uma personalidade forte!

Gosto de ti, meu anjo, porque...
és tu!! Pura e dura! Simplesmente tu, com a tua beleza contagiante, o teu jeito doce e firme;
és um colo profundo e suave!
és menina frágil e com medos, como todos os anjos que por aí podem andar;
és tão capaz de dar colo como de o pedir e sentir;
és simplesmente sincera e amiga!
sim!!

Só porque sim! Há coisas que não se podem explicar ou entender por palavras soltas e escritas, só se podem sentir com o passar dos anos, o guardar dos momentos, o viver dos dias, o cultivar dos dias... guardar-te!

"Vou guardar cada lugar teu. Ancorado em cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar que vou chegar contigo, onde só chega quem não tem medo de naufragar"

:)


PARABÉNS!!! Por hoje, pelo passado e pelo presente... o futuro, estarei aqui para ver e dar-te os parabéns sempre:) Parabéns por ti!!!
Orgulho-me de te ter e conhecer, meu bem!!!

*

quarta-feira, junho 16, 2010

Hoje apeteceu-me

Hoje apeteceu-me deixar-te...
sem razão aparente ou por todas as razões e mais algumas. Não consegui encontrar um meio termo que pudesse equilibrar a vontade da decisão. Encontrei em ti um desespero de um dia inacabado e tão friamente vivido no silêncio de pensamentos barulhentos e por entre os gritos de uma voz sem som!!
Quis deixar-te...
meter-me no carro, após ter feito uma mala para uma viagem curta, e seguir pela estrada, sem destino aparente mas com o desejo de chegar a algum lugar que pudesse ser o procurado. Ir à busca de algo mais que nem eu sei bem o que é!

Noutros dias, não te quis deixar...
porque me conquistaste com a beleza da tua luz, com a magia de cada esquina que guardas escondida, com toda a liberdade que me dás.
Ontem, não me quis despedir de ti tão cedo...
porque me guardas segredos, me trouxeste vitórias fantásticas, me agarraste pela mão e me trouxeste até "hoje". Não sabia se te queria deixar!

Hoje... desejei deixar-te já! Sem sequer perguntar o porquê nem para onde! Sem sequer ponderar a existência das saudades que possam chegar... tudo porque hoje... não me sei!

Hoje não me sei, em ti, contigo... sei-me sem ti!! Sei-me perdida como os espaços que de ti não conheço; sei-me revoltada com a minha revolta; triste com a minha tristeza; pequena como a minha crença em tudo o que fiz até este preciso minuto!

Hoje... anseio que o dia chegue ao fim, sem saber bem o que esperar do desfecho, sem saber bem o que beber dele, sem saber bem o que tirar de mim...


Agora, apetece-me esperar! Que um sono leve caia sobre a face, como um manto de tranquilidade e inunde a alma de uma paz permanente... que me acordes tu, com a magia que ontem te fiz ter; que me acordes tu com novas caras e sorrisos; que me acordes tu para a vida que me prometeste quando até ti cheguei e me levaste a conquistar....

Que me leves tu até onde tenho que ir, com saudade ou não mas... com a certeza que tu foste parte importante daquilo que hoje sou e pude ser!!!

Mas hoje... apeteceu-me deixar-te!!!

terça-feira, junho 08, 2010

Tu dás a receita eu quebro o jejum... (?)



Não leias. Olha as figuras brancas desenhadas pelos intervalos separando as palavras de várias linhas dos livros e inspira-te nelas.

Dá aos outros a tua mão a guardar.

Não te deites sobre as muralhas.

Retoma a armadura que abandonaste na idade da razão.

Põe a ordem no seu lugar, desarruma as pedras da estrada.

Se sangras e és homem, apaga a última palavra na ardósia.

Forma os teus olhos fechando-os.

Dá aos sonhos que esqueceste o valor daquilo que não conheces.

Conheci três lampistas, cinco guarda-barreiras mulheres, um guarda-barreira homem: e tu?

Não prepares as palavras que gritas.

Habita as casas abandonadas. Não foram habitadas senão por ti.

Faz um leito de afagos aos teus afagos.

Se eles batem à porta, escreve as tuas últimas vontades com a chave.

Rouba o sentido ao som, existem tambores encobertos mesmo nos vestidos claros.

Canta a grande piedade dos monstros. Evoca todas as mulheres de pé sobre o cavalo de Tróia.

Não bebas água.

Fala consoante a loucura que te seduziu.

Ata as pernas infiéis.

Deixa a madrugada aumentar a ferrugem dos teus sonhos.

Aprende a esperar, de pés para a frente. É assim que brevemente sairás, bem coberto.

Acende as perspectivas da fadiga.

Faz-lhes a surpresa de não confundir o futuro do verbo ter com o passado do verbo ser.

A quem peça para ver o interior da tua mão, mostra os planetas não descobertos do céu.

Para descobrir a nudez daquela que amas, olha as suas mãos. O seu rosto baixou.

Dá-me o prazer de entrar e sair nas pontas dos pés.

Ponto e vírgula: vês, mesmo na pontuação, como eles são surpreendentes.

Deita-te, levanta-te e agora deita-te.

Regula a tua marcha pela das tempestades.

Nunca mates uma ave da noite.

Olha a flor da campainha: ela não permite ouvir.

Falha a finalidade aparente, quando tiveres que atravessar o teu coração com a flecha.

Opera milagres para os negares.

Tem cuidado com os carroceiros do bom gosto.

Desenha na poeira os jogos desinteressados do teu tédio.

Não escolhas o tempo de recomeçar.

Escreve o imperecível na areia.

Não guardes em ti aquilo que não fira o bom senso.

Imagina que esta mulher está contida em três palavras e que esta colina é um abismo.

Lacra as verdadeiras cartas de amor que escreves com uma hóstia profanada.

Queres ter ao mesmo tempo o mais pequeno e o mais inquietante livro do mundo? Pede para relerem os selos das tuas cartas de amor e chora; não obstante tudo, tens razão para isso.

Nunca esperes por ti.

Não anules os raios vermelhos do Sol.

Segues pela terceira rua à direita, depois pela primeira à esquerda, chegas a uma praça, voltas junto do café que conheces, segues a primeira rua à esquerda, depois a terceira rua à direita, lanças a tua estátua por terra e ficas.

Sem saber o que irás fazer com ele, apanha o leque que esta mulher deixou cair.

Bate à porta, grita: Entre, e não entres.

Nada tens para fazer antes de morrer.


André Breton e Paul Éluard