quinta-feira, março 04, 2010




“O mais ridículo nas histórias de amor não correspondido é saber que bastava pouca coisa, uma circunstância diferente, uma questão de tempo, para que os papéis se invertessem, fôssemos nós os amados e não os que amam.

Porque, parece-me, que amar alguém não é ao acaso, amamos quem muito provavelmente, por muito pouca coisa, nos amaria a nós. E, claro, mais ridículo ainda nestas histórias é que, por muito menos, era provável que a não correspondência fosse uma correspondência absoluta, infinita, desolada de tão maravilhosa, se o mundo estivesse virado para o mesmo lado, ao mesmo tempo, de olhos bem abertos e, depois, fechados, para selar tudo como num beijo, na altura em que o amor nascesse.

Apesar de tudo, há é que manter um caso de amor com a vida, como disse Alberto de Lacerda e acarinhar a memória desses bem-amados que, sem culpa absolutamente nenhuma, não nos amaram. Eu acredito nele e concordo que é o primeiro amor, o da vida, que leva pela mão o outro, o que há-de vir para ficar. Entretanto, beijar ao sol. Às tantas poderá essa luz revelar que quem está ali é a única pessoa que ao nosso lado devia estar.”

Ana salomé

3 comentários:

Senpai Júùh disse...

Interessantissimo o texto.
Realmente muito bem elaboradoO.
Porem.. Só vamos saber o que realmente sentimos depois que deixamos a pessoa ir..!
"Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecivel".

Ganhou mais uma Seguidora..! :D

Margarida disse...

Bem adorei tanto o texto como o filme. Para não variar. Os filmes que colocas são sempre super fofos!:)
Quanto ao texto obrigada por o partilhares. Acho que expressa uma grande verdade.
Beijocas ;)

An@ disse...

... amor... o eterno tema com infinitas filosofias, verdades, sonhos, divagações...


concordo tanto ...
és tão tu... e depois de hoje ter falado em ti e ler isto... fico ainda com mais saudades*